ÚLTIMAS
Futuro de Bolsonaro: Moraes avalia destino da prisão domiciliar e a polêmica da arma apreendidaTerremotos na Venezuela: mortes chegam a 1,7 mil e Neymar doa R$ 1,3 milhão em meio a desafios de resgatePF pede mais tempo para analisar provas contra Lulinha em caso de fraudes no INSS; STF cobra agilidadeReceita Federal anuncia CNPJ alfanumérico a partir de julho para evitar esgotamento de combinaçõesAnvisa suspende lote de repelente: entenda o risco para a sua proteção contra insetosLula prioriza PEC do fim da escala 6×1 em primeira reunião com nova líder do governo no SenadoSegurança Pública em SP: Governo anuncia concurso para 4 mil novos policiais militares com nomeações até 2028Guerra no Rio: confrontos entre Comando Vermelho e narcomilícia se intensificam na Zona OesteFuturo de Bolsonaro: Moraes avalia destino da prisão domiciliar e a polêmica da arma apreendidaTerremotos na Venezuela: mortes chegam a 1,7 mil e Neymar doa R$ 1,3 milhão em meio a desafios de resgatePF pede mais tempo para analisar provas contra Lulinha em caso de fraudes no INSS; STF cobra agilidadeReceita Federal anuncia CNPJ alfanumérico a partir de julho para evitar esgotamento de combinaçõesAnvisa suspende lote de repelente: entenda o risco para a sua proteção contra insetosLula prioriza PEC do fim da escala 6×1 em primeira reunião com nova líder do governo no SenadoSegurança Pública em SP: Governo anuncia concurso para 4 mil novos policiais militares com nomeações até 2028Guerra no Rio: confrontos entre Comando Vermelho e narcomilícia se intensificam na Zona Oeste

Aumento do teto do MEI pode gerar rombo de R$ 50 bilhões anuais e impactar contas públicas

Proposta de reajuste do limite de faturamento para microempreendedores individuais, em discussão no Congresso, pode acarretar em uma renúncia fiscal bilionária, com implicações significativas para o orçamento federal.

Por Redação Ponto FixoPublicado 29/06/2026 às 11h02· 2 min de leitura
Aumento do teto do MEI pode gerar rombo de R$ 50 bilhões anuais e impactar contas públicas
Foto: Arquivo/Agência Brasil

A iminente eleição tem impulsionado o governo a abraçar propostas com potencial de grande impacto fiscal, e o reajuste do teto de faturamento para microempreendedores individuais (MEIs) é uma delas. Estimativas preliminares apontam que a medida pode representar uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 50 bilhões por ano, um valor que coloca em xeque a já pressionada saúde das contas públicas.

Atualmente, o limite de faturamento anual para o MEI é de R$ 81 mil, sem atualização desde 2018. Este patamar permite ao empreendedor contribuir com 5% do salário mínimo, garantindo acesso a benefícios previdenciários essenciais como auxílio-doença, pensão por morte e aposentadoria. A proposta em tramitação, sob relatoria do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), visa um aumento escalonado do limite, alcançando R$ 140 mil até 2028, uma mudança substancial que alteraria o panorama de milhões de pequenos negócios no país.

O desenquadramento do MEI, hoje, é automático e retroativo em caso de faturamento que exceda em mais de 20% o limite anual. Com a alteração proposta, muitos empreendedores que atualmente operam na ‘zona cinzenta’ de faturamento teriam maior margem para crescer sem as penalidades do desenquadramento imediato, o que representa um alívio para a base da pirâmide empreendedora brasileira.

A pressão parlamentar, contudo, não se restringe apenas ao MEI. Há também um clamor pela atualização dos limites do Simples Nacional, o regime tributário simplificado que engloba diversas categorias de micro e pequenas empresas. Essa ampliação seria um passo para desonerar e fomentar um segmento vital da economia, mas, da mesma forma, adicionaria uma camada de complexidade e custo fiscal.

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, tem encampado a proposta, qualificando-a como uma “demanda geral” dos microempreendedores e reconhecendo seu apelo popular em ano eleitoral. A expectativa é que o projeto seja votado no plenário da Câmara antes do recesso parlamentar de julho, beneficiando-se da urgência já aprovada e do interesse político generalizado em aprovar medidas com impacto positivo junto ao eleitorado. A recente aprovação da PEC que altera a escala de trabalho 6×1 também serviu de catalisador para a tramitação de outras pautas consideradas de interesse social e econômico.

O que está em jogo: A aprovação do aumento do teto do MEI, apesar do apelo popular e do potencial de fomento ao empreendedorismo, coloca em risco a saúde fiscal do país, podendo abrir um rombo de R$ 50 bilhões anuais, exigindo uma reavaliação da sustentabilidade das contas públicas e da estratégia de arrecadação do governo.

Com informacoes de fonte.

Compartilhar:WhatsAppXFacebook

Continue lendo

Redação Ponto Fixo
Redação Ponto Fixo
Equipe de redação do Ponto Fixo — portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia.
Ver todas as matérias →
Receba as notícias do Ponto Fixo
A lente certa sobre o Brasil, direto no seu e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima