Um memorando de entendimento com 14 pontos foi assinado por Estados Unidos e Irã nesta quarta-feira, 17, formalizando o fim da guerra e prevendo o alívio de sanções.

Os governos dos Estados Unidos e do Irã confirmaram nesta quarta-feira, 17, a assinatura de um acordo que formaliza o fim da guerra iniciada em 28 de fevereiro no Oriente Médio. O memorando de entendimento de 14 pontos, que amplia um cessar-fogo estabelecido no último domingo, 14, foi assinado pelo presidente Donald Trump e de forma eletrônica pelo lado iraniano.
A confirmação veio de ambos os lados. Dan Scavino, assessor da Casa Branca, divulgou um vídeo mostrando o presidente Donald Trump assinando o documento durante um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes. Do lado iraniano, Esmail Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, declarou à agência estatal Irna que o regime concluiu a assinatura eletronicamente, afirmando: “O texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com a assinatura dos presidentes. Agora é hora de testar a implementação desse acordo.”
O acordo assinado nesta quarta-feira não só encerra o conflito mais amplo, mas também visa interromper confrontos no Líbano, onde forças israelenses combatem o grupo terrorista Hezbollah. Os termos do memorando preveem a reabertura do Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte de petróleo, e um alívio financeiro para Teerã, incluindo a liberação de recursos iranianos congelados e autorizações para a exportação de petróleo bruto e produtos relacionados.
Outros pontos cruciais do documento incluem a permanência do material nuclear enriquecido do Irã em território iraniano, sob diluição e supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, além de restrições à atividade militar dos EUA na região e a criação de uma estrutura para futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano. O presidente francês, Emmanuel Macron, celebrou o acordo nas redes sociais, afirmando que ele “abre caminho para uma paz duradoura”.
O que está em jogo: Este acordo representa um marco significativo na política externa, prometendo estabilidade no Oriente Médio ao abordar questões de segurança, economia e o programa nuclear iraniano, com implicações para o comércio global de energia.
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