A Corte de Cassação de Roma avaliará em 1º de julho o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 5 anos e 3 meses de prisão no Brasil por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

A Corte de Cassação de Roma agendou para 1º de julho a audiência que decidirá sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A solicitação do Brasil se refere a uma condenação de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, resultantes de um incidente ocorrido durante o período eleitoral de 2022, no qual Zambelli perseguiu um homem armada.
Esta não é a primeira vez que a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli. Em maio, a mesma Corte de Cassação havia anulado outra solicitação de extradição, essa relacionada a uma condenação de 10 anos e 8 meses por envolvimento na invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Naquela ocasião, os magistrados italianos justificaram a anulação apontando falta de imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ele ter sido a vítima da invasão.
No processo atual, que Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho do ano passado, a Corte de Apelação de Roma já havia se manifestado favoravelmente à extradição. Contudo, a defesa da ex-parlamentar recorreu, levando o caso à instância máxima da Justiça italiana.
Caso a Corte de Cassação autorize a extradição, a palavra final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que terá um prazo de 45 dias para se manifestar após a conclusão do processo judicial no país.
O que está em jogo: A decisão da Corte de Cassação de Roma é crucial para o futuro legal de Carla Zambelli e pode determinar seu retorno ao Brasil para cumprir a pena imposta pela Justiça brasileira, impactando também as relações jurídicas internacionais entre os dois países.
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