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Tebet diz que políticos devem ‘roubar menos’ e é rebatida

Em debate ao Senado por SP, Simone Tebet sugere que políticos roubem menos e leva resposta de Derrite contra corrupção e desmandos.

Por Redação Ponto FixoPublicado 25/09/2026 às 00h02· 3 min de leitura
Tebet diz que políticos devem 'roubar menos' e é rebatida
Foto: Bruno Spada

O debate entre os concorrentes ao Senado por São Paulo, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), expôs o abismo moral e ideológico que separa os projetos para o país. Durante o confronto, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) causou perplexidade ao declarar abertamente que a classe política brasileira precisa “roubar menos”. A afirmação, que soou como uma confissão tácita de conivência e flexibilização ética, foi feita em resposta aos questionamentos sobre os graves problemas econômicos do país e o descontrole fiscal que corrói o poder de compra da população.

Embates sobre ética e descontrole fiscal

A controvérsia teve início quando o deputado federal Guilherme Derrite (PP) confrontou Tebet sobre a responsabilidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva na perda do poder de compra das famílias brasileiras e na insistência de taxas de juros elevadas. Ao invés de assumir a fatura das decisões da equipe econômica da qual fez parte, Tebet tentou diluir o fracasso fiscal culpando o parlamento e governos anteriores, afirmando que a classe política deveria ter vergonha e “roubar menos”, além de atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro sob a narrativa da pandemia de covid-19.

A reação de Derrite foi imediata e enfática ao restabelecer o princípio básico da integridade pública. O parlamentar rebateu prontamente a lógica relativista, pontuando com firmeza que “não pode roubar de jeito nenhum”. Derrite também expôs a profunda contradição da trajetória recente de Tebet, apontando que a ex-ministra demonstrou condescendência ao integrar um governo marcado por escândalos e que ela própria já havia criticado duramente no passado, evidenciando uma flagrante incoerência entre o discurso de campanha e a prática do poder.

Disputa acirrada pelo Senado paulista

O entrevero ocorre em um momento decisivo da corrida eleitoral. Segundo dados recentes da pesquisa Quaest, o cenário para o Senado em São Paulo aponta um empate triplo na liderança. Enquanto Derrite registrou oscilação positiva, impulsionado pelo discurso conservador de tolerância zero contra a criminalidade e a corrupção, Simone Tebet e a candidata Marina Silva (Rede) permaneceram estagnadas. Esse termômetro eleitoral mostra que o eleitor paulista tem rejeitado manobras retóricas que tentam normalizar desvios na administração pública.

O confronto ilustra quem ganha e quem perde com a exposição das ideias: o campo conservador se fortalece ao defender a legalidade estrita e o rigor fiscal, enquanto setores que se aliaram ao lulismo sofrem para justificar o compadrio e o rombo nas contas do Estado. O que ainda não se sabe, no entanto, é o impacto percentual definitivo que essa declaração desastrosa terá sobre os eleitores indecisos de São Paulo, bem como a data exata em que Tebet formalizará sua saída definitiva do Ministério do Planejamento até o encerramento do prazo deste mês.

O que está em jogo: a definição da representação paulista no Congresso Nacional entre a linha de tolerância zero contra a corrupção de Guilherme Derrite e o pragmatismo governista de Simone Tebet, restando acompanhar as próximas pesquisas eleitorais em São Paulo e o cumprimento do prazo para a saída oficial da ex-ministra da pasta do Planejamento.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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