Preso desde maio, Rodrigo Pimenta pede ao STF revogação de preventiva ligada ao caso Vorcaro após parecer da Procuradoria-Geral.

A defesa de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos acionou formalmente o Supremo Tribunal Federal para cobrar uma decisão sobre o seu pedido de liberdade. Apontado pelas investigações da Polícia Federal como membro de um núcleo hacker denominado ‘Os Meninos’, supostamente vinculado a operações de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro, o investigado tenta revogar a ordem de prisão preventiva que já perdura há meses sem uma deliberação definitiva sobre o mérito do relaxamento da custódia.
Prisão preventiva e prazos processuais
Rodrigo Pimenta está detido desde o dia 13 de maio. O pedido inicial para revogação da medida cautelar extrema foi protocolado pelos advogados em 20 de agosto, momento em que o período de encarceramento cautelar superou a marca de 90 dias — intervalo previsto na legislação processual penal brasileira para a reavaliação periódica obrigatória da necessidade de manutenção da prisão preventiva. O argumento central dos defensores é que o tempo transcorrido impõe uma análise imediata pelo relator ou pela presidência da Corte.
O caso se insere no contexto das apurações que envolvem Daniel Vorcaro, banqueiro que chegou a ser detido pela primeira vez em novembro de 2025. As apurações da PF sustentam a existência de uma estrutura cibernética paralela voltada a interesses escusos, tese que embasou as medidas restritivas contra os supostos operadores do esquema tecnológico. A defesa de Pimenta, contudo, busca demonstrar que a continuidade da custódia perdeu seus fundamentos fáticos e jurídicos imediatos.
Manifestação da PGR e próximos passos
No trâmite processual, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já emitiu parecer formal, posicionando-se de forma contrária à soltura e defendendo a manutenção da prisão cautelar do investigado. Com a juntada da manifestação ministerial, os advogados sustentam que o processo está totalmente instruído, não restando qualquer pendência burocrática ou manifestação de outras partes que justifique a demora para o julgamento da matéria.
A petição direcionada ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, solicita que a análise ocorra sem novas delongas, mesmo diante de indefinições de competência ou trâmites internos do tribunal. Enquanto a acusação busca preservar as medidas cautelares para resguardar a integridade das apurações em andamento sobre o grupo hacker, a defesa insiste na aplicação estrita das garantias constitucionais e dos prazos da legislação processual contra o prolongamento excessivo de prisões provisórias.
Apesar da tramitação avançada, ainda não se sabe qual será o alcance de eventuais medidas cautelares alternativas caso o Supremo opte por conceder a liberdade a Pimenta, nem a data exata em que o despacho do ministro Fachin será publicado no andamento processual.
O que está em jogo: A decisão do ministro Edson Fachin definirá se Rodrigo Pimenta responderá às apurações da Polícia Federal em liberdade ou se permanecerá encarcerado por tempo indeterminado a pedido da PGR, estabelecendo um precedente direto sobre o rigor dos prazos de revisão preventiva de 90 dias nas investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro.
Com informacoes de revistaoeste.com.