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Portinho defende renúncia de Moraes e cobra Alcolumbre sobre impeachment: ‘Necessária para o bem do STF’

Líder da oposição no Senado eleva pressão institucional após revelações ligadas ao Banco Master e cobra providências imediatas de Davi Alcolumbre.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/09/2026 às 16h02· 3 min de leitura
Portinho defende renúncia de Moraes e cobra Alcolumbre sobre impeachment: 'Necessária para o bem do STF'
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Em um momento de crescente tensão institucional em Brasília, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), posicionou-se de forma contundente ao defender a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 2, acompanhado por lideranças partidárias, em meio a novos desdobramentos que intensificaram as cobranças de setores da sociedade e do Parlamento pelo restabelecimento da normalidade republicana.

As declarações do parlamentar ganharam força após a divulgação de informações extraídas pela Polícia Federal do aparelho celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O material sob escrutínio reúne mensagens enviadas a contato atribuído ao ministro Moraes, menções a outras autoridades e registros de um contrato milionário de mais de R$ 129 milhões envolvendo a instituição financeira e a banca de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. Diante do quadro, a oposição formalizou pedidos requerendo também o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Segundo Portinho, a gravidade dos fatos impõe uma postura drástica para estancar o desgaste contínuo da mais alta Corte do país. ‘A renúncia de Alexandre de Moraes é o mínimo para preservar o que sobra e o que resta de sua reputação’, declarou o senador. Em sua argumentação, ele ressaltou que ‘para evitar uma vergonha ainda maior, a renúncia imediata é necessária para o bem do país e para o bem do STF. Falo como advogado. Hoje, o STF se distancia não apenas do Judiciário, mas também da sociedade. A renúncia de Moraes é o primeiro ato para o resgate das instituições democráticas e republicanas brasileiras.’

O foco da cobrança também se voltou diretamente à Presidência do Senado Federal, instância constitucionalmente responsável por analisar a abertura de processos de impedimento contra magistrados do STF. O líder partidário apontou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), será alvo de pressão diária, destacando que já existe um requerimento com o endosso de mais de 41 senadores. ‘Basta a abertura desse pedido de impeachment. Caso contrário, Alcolumbre estará intimidado ou capturado. Só isso justificaria a inércia do Senado. O presidente do Senado tem de abrir o processo de impeachment imediatamente e será cobrado, a partir de agora, todos os dias e pela história’, enfatizou.

Para a oposição parlamentar, a inércia legislativa compromete o equilíbrio e a independência entre os Poderes. Portinho foi incisivo ao apontar que ‘quando um Poder da República é contaminado e envolvido em um escândalo de corrupção, a democracia também é atingida’, acrescentando que parlamentares omissos diante da crise correm o risco de perder a confiança do eleitorado e falhar em seu papel constitucional de freios e contrapesos.

O que esta em jogo: A ofensiva da oposição marca um ponto de inflexão na dinâmica entre o Legislativo e o Judiciário. A depender da postura de Davi Alcolumbre em pautar ou arquivar as demandas de impeachment, o Senado definirá os limites da fiscalização parlamentar sobre os ministros da Suprema Corte, impactando diretamente a segurança jurídica, a harmonia entre os Poderes e a credibilidade das instituições democráticas perante a sociedade brasileira.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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