Em articulação nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro defende a volta de sanções contra Alexandre de Moraes após novas revelações envolvendo o ministro do STF.

Em viagem aos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) revelou que ele e aliados voltaram a solicitar às autoridades norte-americanas a aplicação das severas sanções da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A ofensiva diplomática e política ganhou novo fôlego após a recente divulgação de mensagens trocadas entre o magistrado brasileiro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Em entrevista concedida ao portal UOL, Eduardo Bolsonaro enfatizou que os diálogos expostos apontam para uma relação de natureza financeira que alcança Moraes e seus familiares. O ex-parlamentar ressaltou ainda a existência de pedidos de proteção supostamente direcionados a outras autoridades da República, elemento que, segundo a oposição, agrava as suspeitas sobre a conduta e a imparcialidade do membro da Suprema Corte.
Ao justificar a articulação no exterior, o ex-deputado foi direto sobre a sua atuação em solo norte-americano: “O nosso trabalho aqui [nos EUA] é dar a nossa opinião quando somos consultados. Então, por óbvio, sou entusiasta do retorno da Lei Magnitsky, porque vejo abusos de direitos humanos”. A legislação citada é um instrumento concebido pelo Congresso dos Estados Unidos para punir financeiramente e restringir o trânsito internacional de autoridades e indivíduos estrangeiros acusados de graves violações aos direitos humanos e corrupção.
Eduardo explicou ainda que o processo de reavaliação para a imposição da medida depende exclusivamente da Casa Branca e de análises internas conduzidas pelo governo local. De acordo com ele, a decisão final cabe ao presidente Donald Trump, mediante consulta aos seus secretários do Tesouro e de Estado. “A Lei Magnitsky não é um ato ilícito. É uma lei norte-americana feita para isso e fica à conveniência do presidente da República, ouvindo os seus secretários do Tesouro e de Estado”, declarou o ex-deputado, ponderando que não há um prazo fixado para uma resposta oficial de Washington.
Historicamente, Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, já haviam integrado a lista de alvos da Lei Magnitsky em julho de 2025, ocasião em que a administração norte-americana apontou violações de direitos humanos na condução do inquérito da suposta trama golpista, que culminou na prisão de Jair Bolsonaro. Ambos haviam sido retirados da referida lista de sanções em dezembro de 2025, mas as novas denúncias reacenderam as pressões de setores conservadores e liberais pela retomada das medidas restritivas.
O que esta em jogo: A movimentação reflete a internacionalização da crise institucional brasileira e a busca de aliados da oposição por freios externos às decisões do Judiciário nacional. A reativação de penalidades dessa magnitude não apenas impõe barreiras financeiras e de mobilidade a membros de cortes superiores, mas também aprofunda o desgaste da imagem institucional do Brasil perante a comunidade internacional e parceiros comerciais estratégicos.
Com informacoes de revistaoeste.com.