Representação protocolada por parlamentares pede investigação por tráfico de influência, afastamento e prisão preventiva do ministro do STF.

O Partido Novo, em conjunto com parlamentares da oposição, protocolou nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, uma notícia-crime junto à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, subscrito pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e pelos deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), baseia-se em relatórios da Polícia Federal e revelações da imprensa sobre supostas interações entre o magistrado e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A representação foi direcionada especificamente ao vice-procurador-geral da República, sob a justificativa apontada pelos parlamentares de que haveria proximidade entre Vorcaro e o titular da PGR, Paulo Gonet, o que recomendaria que a condução do caso não ficasse a cargo deste último. Os autores da ação sustentam que os fatos narrados indicam a necessidade de apuração sob as hipóteses penais de tráfico de influência e obstrução de investigação relacionada a organização criminosa, trazendo à tona questionamentos severos sobre a conduta institucional na Suprema Corte.
Entre os pontos centrais apresentados na peça jurídica, destaca-se a menção a mensagens em que o ex-banqueiro supostamente buscava orientações do ministro acerca de apurações envolvendo o Banco Master, além de atuações do magistrado como intermediário junto a outras autoridades públicas. Outro elemento substancial trazido pelos congressistas envolve um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes; segundo a representação, análises da Polícia Federal indicariam que o próprio ministro teria editado virtualmente o arquivo do contrato utilizando credenciais pessoais de login e senha.
Diante da gravidade das alegações, a notícia-crime não se restringe a solicitar a instauração de inquérito, mas requer a aplicação de medidas cautelares severas contra o ministro. O pedido inclui o afastamento imediato de Alexandre de Moraes de suas funções na mais alta Corte do país e a decretação de sua prisão preventiva, fundamentando as medidas na necessidade de preservação da ordem pública e de garantia da higidez dos procedimentos investigatórios.
O que esta em jogo: A ofensiva liderada pelo Novo e pela oposição reflete o aprofundamento das tensões entre o Congresso Nacional e o Poder Judiciário, em um cenário de crescente pressão pública pela fiscalização de condutas individuais de ministros do STF. Para além do desfecho estritamente penal, o episódio amplia o escrutínio sobre o equilíbrio de poderes, a transparência das relações entre altos magistrados e o setor financeiro, e a solidez das garantias constitucionais que regem o Estado de Direito no Brasil.
Com informacoes de revistaoeste.com.