Governador catarinense transmitiu o cargo à vice Marilisa Boehm até 5 de outubro, abrindo mão de vencimentos para se dedicar integralmente à reeleição.

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina chancelou o pedido de licença do governador Jorginho Mello (PL), autorizando seu afastamento do cargo até o dia 5 de outubro. A transmissão oficial do comando do Poder Executivo estadual para a vice-governadora Marilisa Boehm (PL) foi realizada em sessão extraordinária, marcando uma transição programada para permitir a dedicação integral do titular à corrida eleitoral.
Em um gesto que reforça a responsabilidade administrativa e a lisura institucional, Jorginho Mello solicitou o afastamento em caráter particular e sem qualquer ônus financeiro para os cofres públicos. Embora a legislação eleitoral brasileira assegure a prerrogativa de permanência no posto durante todo o processo de reeleição, o mandatário optou por se desincompatibilizar temporariamente das funções governamentais para focar nas agendas de rua e nos compromissos de campanha.
A decisão ocorre em um momento de forte consolidação política do chefe do Executivo, que lidera as pesquisas de intenção de voto com 50% da preferência do eleitorado e ostenta uma taxa de aprovação popular de 70% em território catarinense. Sustentado por uma ampla frente partidária composta por nove legendas — a maior coligação estruturada no Estado nesta eleição —, o projeto de continuidade enfrenta como principal concorrente o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD).
O palanque do Partido Liberal em Santa Catarina também ganha contornos nacionais e peso estratégico com o engajamento direto da família Bolsonaro. Na composição das chapas majoritárias, o partido lançou as candidaturas de Carlos Bolsonaro e Carol De Toni na disputa pelas duas vagas disponíveis ao Senado Federal, fortalecendo a mobilização das bases conservadoras locais.
Sob a gestão temporária de Marilisa Boehm nas próximas semanas, a máquina estadual manterá o ritmo de atendimento à população, enquanto a coordenação de campanha de Jorginho Mello prevê uma rotina intensa de caminhadas e carreatas pelo interior catarinense até o primeiro turno do pleito.
O que esta em jogo: O cenário catarinense representa um dos principais bastiões do conservadorismo e do liberalismo econômico no país, onde a aprovação expressiva da atual gestão e o alinhamento com lideranças nacionais servem de termômetro para a força do campo da direita nas urnas, definindo o equilíbrio de forças no Senado e a manutenção de políticas voltadas à liberdade econômica e ao rigor fiscal no Estado.
Com informacoes de revistaoeste.com.