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Previsão de rombo nas contas públicas de 2026 e 2027 aumenta, aponta Ministério da Fazenda

O mercado financeiro elevou as projeções para o déficit fiscal do Brasil em 2026 e 2027, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda, indicando uma deterioração das expectativas.

Por Wladimir BorsatoPublicado 16/06/2026 às 21h22· 2 min de leitura
Previsão de rombo nas contas públicas de 2026 e 2027 aumenta, aponta Ministério da Fazenda
Foto: Divulgação/Governo federal

As expectativas do mercado financeiro para o desempenho das contas públicas brasileiras nos próximos anos se deterioraram, com o aumento das projeções de déficit fiscal para 2026 e 2027. Os dados foram revelados pelo relatório Prisma Fiscal, divulgado nesta segunda-feira, 15, pelo Ministério da Fazenda.

Para o ano de 2026, a estimativa mediana para o resultado primário – que desconsidera os gastos com juros da dívida pública – passou de um déficit de R$ 57,82 bilhões, registrado em maio, para R$ 59,01 bilhões. A situação para 2027 mostra uma piora ainda mais acentuada, com a projeção de déficit saltando de R$ 47,9 bilhões para R$ 54,7 bilhões.

Além do aumento do déficit, o mercado também ajustou para cima a estimativa da Dívida Bruta do Governo Geral para 2027, que subiu de 86,45% para 86,50% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo-se em 83% do PIB para 2026. As projeções para a inflação também foram revistas, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano passando de 4,75% para 5,18%.

Embora os analistas tenham elevado levemente a previsão de arrecadação federal para 2026, de R$ 3,14 trilhões para R$ 3,15 trilhões, a expectativa de receita líquida para o governo recuou de R$ 2,56 trilhões para R$ 2,55 trilhões. As despesas totais da União também cresceram nas projeções, passando de R$ 2,615 trilhões para R$ 2,616 trilhões, indicando a persistência de desafios fiscais que mantêm o mercado em alerta.

O que está em jogo: A deterioração das projeções fiscais sinaliza preocupação com a saúde das contas públicas do Brasil e pode impactar a confiança dos investidores, a taxa de juros e a capacidade de investimento do governo, afetando diretamente a estabilidade econômica e o bem-estar social.

Com informacoes de fonte, fonte.

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Wladimir Borsato é o editor responsável pelo Ponto Fixo, portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia. Sediado em Tupã (SP).
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