O mercado financeiro elevou as projeções para o déficit fiscal do Brasil em 2026 e 2027, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda, indicando uma deterioração das expectativas.

As expectativas do mercado financeiro para o desempenho das contas públicas brasileiras nos próximos anos se deterioraram, com o aumento das projeções de déficit fiscal para 2026 e 2027. Os dados foram revelados pelo relatório Prisma Fiscal, divulgado nesta segunda-feira, 15, pelo Ministério da Fazenda.
Para o ano de 2026, a estimativa mediana para o resultado primário – que desconsidera os gastos com juros da dívida pública – passou de um déficit de R$ 57,82 bilhões, registrado em maio, para R$ 59,01 bilhões. A situação para 2027 mostra uma piora ainda mais acentuada, com a projeção de déficit saltando de R$ 47,9 bilhões para R$ 54,7 bilhões.
Além do aumento do déficit, o mercado também ajustou para cima a estimativa da Dívida Bruta do Governo Geral para 2027, que subiu de 86,45% para 86,50% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo-se em 83% do PIB para 2026. As projeções para a inflação também foram revistas, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano passando de 4,75% para 5,18%.
Embora os analistas tenham elevado levemente a previsão de arrecadação federal para 2026, de R$ 3,14 trilhões para R$ 3,15 trilhões, a expectativa de receita líquida para o governo recuou de R$ 2,56 trilhões para R$ 2,55 trilhões. As despesas totais da União também cresceram nas projeções, passando de R$ 2,615 trilhões para R$ 2,616 trilhões, indicando a persistência de desafios fiscais que mantêm o mercado em alerta.
O que está em jogo: A deterioração das projeções fiscais sinaliza preocupação com a saúde das contas públicas do Brasil e pode impactar a confiança dos investidores, a taxa de juros e a capacidade de investimento do governo, afetando diretamente a estabilidade econômica e o bem-estar social.
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