Durante debate presidencial, candidato do Missão defendeu uso de Estado de Defesa e GLO contra facções e acusou o PT de tentar controlar polícias.

O avanço desenfreado do crime organizado e a aparente inércia de administrações regionais ganharam o centro das atenções durante o Debate da Band, realizado no domingo, 23 de agosto de 2026. Na ocasião, o candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, apresentou uma proposta enérgica para enfrentar as facções: a intervenção direta do governo federal nas unidades federativas que demonstrarem omissão ou incapacidade técnica e operacional no combate à criminalidade.
Em sua fala, o postulante ao Palácio do Planalto foi enfático ao delimitar a postura que pretende adotar caso seja eleito, citando nominalmente entes federativos que enfrentam graves crises de segurança pública. “Estados que não aplicarem políticas efetivas de destruição do crime organizado serão alvo de intervenção”, declarou Santos, mencionando especificamente Rio de Janeiro, Ceará e Bahia. Para o candidato, os gestores locais “ou se enquadram no enfrentamento total do crime organizado ou seus governos vão se enquadrar no governo federal, no Estado de Defesa, na Garantia da Lei e da Ordem”.
A tese apresentada confronta diretamente o atual modelo de gestão da segurança pública no Brasil, no qual a autonomia dos Estados frequentemente colide com a falta de coordenação e rigor nacional. O emprego de instrumentos constitucionais como o Estado de Defesa e operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) reflete uma visão de tolerância zero, alinhada à urgência de restabelecer a soberania do Estado e a paz para as famílias brasileiras, hoje reféns do narcotráfico e das milícias em diversas capitais e regiões metropolitanas.
Além de detalhar seu plano para a área da segurança, Renan Santos direcionou duras críticas à atuação histórica e contemporânea do Partido dos Trabalhadores no setor. O candidato apontou o que chamou de “incompetência do PT” na gestão da ordem pública e denunciou uma suposta tentativa da legenda de enfraquecer as forças de segurança estaduais. De acordo com o empresário e ativista, o partido “sempre quis concentrar poder sobre as polícias porque tem volúpia pelo poder”, completando categoricamente que “o PT é inimigo da polícia em todos os Estados”.
O que esta em jogo: A discussão sobre a intervenção federal na segurança pública expõe o esgotamento do pacto federativo tradicional diante de organizações criminosas interestaduais e transnacionais. Enquanto governos de esquerda historicamente relutam em apoiar ações contundentes das forças policiais, o endurecimento legal e a centralização do combate às facções tornam-se pautas indispensáveis para resguardar o direito fundamental à vida, a integridade da propriedade privada e o livre desenvolvimento econômico nas cidades brasileiras.
Com informacoes de revistaoeste.com.