Previsão do Inmet destaca contrastes térmicos extremos pelo país, com forte calor no Sudeste e Centro-Oeste e frio intenso no Sul.

O território brasileiro apresenta nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, um cenário meteorológico marcado por fortes contrastes térmicos e predomínio de sol em ampla extensão. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que as regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste registram temperaturas bastante elevadas, desenhando um panorama de calor intenso para o período, enquanto instabilidades pontuais e quedas bruscas de temperatura afetam faixas específicas do território nacional.
Na Região Sudeste, os termômetros chegam a marcas expressivas, atingindo até 37°C no Rio de Janeiro (com picos previstos de até 38°C em áreas litorâneas). Apesar do predomínio de tempo aberto ao longo do dia, capitais como São Paulo e Belo Horizonte demandam atenção para riscos de pancadas volumosas de chuva entre os períodos da tarde e da noite, provocadas pelo aquecimento diurno e a umidade.
No Centro-Oeste e no Norte, a tônica permanece sendo as marcas elevadas nos termômetros. A capital de Tocantins, Palmas, figura entre os pontos mais quentes, com máxima projetada em 38°C. Já em capitais amazônicas como Manaus, Boa Vista e Rio Branco, o calor supera os 30°C — alcançando 33°C no Acre —, associado à alta umidade que favorece precipitações. No Centro-Oeste, Goiânia registra máxima de 33°C sob sol firme, enquanto Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande e cidades do interior, deve registrar chuvas.
Em contrapartida, a dinâmica no Sul do país reflete o padrão de inverno. Curitiba registrou mínima de 7°C nas primeiras horas do dia, reforçando o clima ameno e frio típico do planalto paranaense. Simultaneamente, o Rio Grande do Sul enfrenta a formação de chuvas intensas pela manhã. No Nordeste, o ar seco predomina no interior, com sol em capitais litorâneas como Fortaleza e João Pessoa, e registros de 29°C em Natal; contudo, a instabilidade ganha força no litoral leste, onde há previsão de temporais para Salvador, Aracaju e Maceió.
O que está em jogo: A distribuição heterogênea das chuvas e o avanço de massas de calor interferem diretamente na rotina urbana, no planejamento do setor de transportes e nas atividades do agronegócio, espinha dorsal da economia produtiva brasileira. O monitoramento contínuo das condições climáticas permite que produtores rurais, famílias e agentes de infraestrutura calibrem suas decisões diárias com previsibilidade, mitigando perdas operacionais decorrentes de intempéries severas e garantindo a resiliência das cadeias de suprimento e abastecimento.
Com informacoes de revistaoeste.com.