Desenvolvida pelo jovem Kenisson Morais Brito, solução biológica contra pragas cafeeiras conquistou primeiro lugar na FEBRACE e une sustentabilidade a ganho de produtividade.

A capacidade de inovação e o espírito empreendedor continuam a impulsionar o agronegócio nacional, provando que a ciência prática e o livre mercado são os melhores aliados da produtividade no campo. O jovem pesquisador Kenisson Morais Brito desenvolveu uma alternativa ecológica e economicamente viável para a cafeicultura: um fungicida natural formulado à base de erva-doce. O produto foi capaz de reduzir em até 83% a incidência de fungos nas lavouras de café, demonstrando alta eficiência no manejo fitossanitário.
Além da notável eficácia biológica, a solução desenvolvida apresenta uma vantagem econômica decisiva para o produtor rural. O custo de produção da fórmula chega a ser quatro vezes menor quando comparado aos defensivos químicos sintéticos tradicionais disponíveis no mercado. Essa expressiva redução de despesas operacionais confere maior competitividade ao cafeicultor, permitindo que propriedades de diferentes portes otimizem seus recursos sem abrir mão da proteção de seus cafezais.
A versatilidade da descoberta vai além do combate direto aos patógenos. Durante os estudos e aplicações, observou-se também que o composto possui potencial para atuar como biofertilizante, estimulando o desenvolvimento saudável das plantas e melhorando a qualidade do cultivo. Essa dupla funcionalidade agrega ainda mais valor ao manejo, unindo defesa vegetal e nutrição em uma única formulação de origem botânica.
O mérito científico e prático do projeto garantiu o primeiro lugar na categoria de Ciências Agrárias da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), uma das mais prestigiadas mostras científicas pré-universitárias do país. A premiação evidencia o potencial de jovens talentos brasileiros em criar soluções concretas para demandas reais do setor produtivo, prescindindo de amarras burocráticas e apostando na pesquisa aplicada.
O setor agropecuário brasileiro se consolida mundialmente não apenas pela sua vasta escala de produção, mas pela constante busca por tecnologias limpas que preservem o meio ambiente e assegurem a rentabilidade da atividade agrícola. A iniciativa de Kenisson Morais Brito reforça que a verdadeira sustentabilidade caminha lado a lado com a liberdade de empreender e a inovação tecnológica, pilares indispensáveis para a soberania alimentar e o fortalecimento do agronegócio nacional.
O que esta em jogo: A transição gradual para insumos biológicos de baixo custo e alta eficiência representa um salto de competitividade para a cafeicultura brasileira frente às exigências crescentes dos mercados internacionais. Em um cenário global que valoriza práticas sustentáveis e eficiência de custos, inovações nacionais que barateiam a produção fortalecem a liderança do Brasil nas exportações agrícolas, comprovando que a preservação e a alta produtividade são perfeitamente compatíveis no modelo econômico de livre iniciativa.
Com informacoes de revistaoeste.com.