Companhias texanas SLB e Hunt Oil assinam contratos com a PDVSA em movimento incentivado por Donald Trump após a prisão de Nicolás Maduro.

O setor energético do Hemisfério Ocidental inicia um novo capítulo com a aproximação formal entre o capital privado norte-americano e as reservas da Venezuela. Duas companhias petrolíferas sediadas no estado do Texas, a SLB e a Hunt Oil Company, fecharam acordos estratégicos com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). As assinaturas dos contratos ocorreram em Houston, marcando uma virada de postura operacional e econômica no país sul-americano.
A confirmação diplomática das negociações foi oficializada pela embaixada dos Estados Unidos em Caracas em 19 de agosto, por meio de comunicado divulgado na rede social X. Segundo o informe oficial, a parceria com a Hunt Oil Company engloba aportes diretos destinados a impulsionar a produção local de petróleo e gás natural, além de programas focados no treinamento e capacitação da mão de obra venezuelana, visando estruturar a recuperação técnica das operações.
Essa reconfiguração nas relações comerciais acontece na esteira da prisão do presidente Nicolás Maduro, realizada pelos Estados Unidos em janeiro. Desde a captura do líder chavista, o presidente norte-americano Donald Trump tem estimulado expressamente empresas privadas de seu país a direcionar investimentos aos recursos naturais venezuelanos, colaborando para a retomada da extração e recomposição da combalida cadeia energética do país.
O portfólio das empresas envolvidas reflete a amplitude técnica demandada para a reestruturação do setor. Enquanto a SLB, com matriz em Houston, atua no fornecimento de serviços e soluções para a infraestrutura petrolífera, a Hunt Oil Company, com sede em Dallas, concentra suas operações nas frentes de exploração e produção. A complementaridade das companhias sinaliza uma investida coordenada na modernização dos campos de óleo e gás.
Durante discurso direcionado a executivos do segmento em Houston, a ministra do Petróleo venezuelana, Paula Henao, enfatizou que o país promoveu mudanças legislativas na regulação petrolífera após a saída de Maduro do poder. A titular da pasta pontuou que a celebração desses novos termos com corporações norte-americanas estabelece um cenário favorável para a reavaliação de novos investimentos privados nos recursos do país.
O que esta em jogo: A abertura do mercado de hidrocarbonetos da Venezuela a grupos norte-americanos representa a retomada do pragmatismo econômico e do livre mercado sobre uma infraestrutura estatizada e deteriorada por décadas. A cooperação entre a PDVSA e multinacionais do Texas indica uma reacomodação geopolítica na América Latina, na qual a soberania energética regional e a recuperação da produtividade passam diretamente pelo restabelecimento da segurança jurídica e atração de capital estrangeiro.
Com informacoes de revistaoeste.com.