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Zema ataca Jaques Wagner por Credcesta, mas vídeo gera polêmica em Salvador

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, criticou Jaques Wagner por envolvimento no caso Credcesta, usando uma imagem que causou desconforto na Prefeitura de Salvador, aliada política do PT na Bahia.

Por Redação Ponto FixoPublicado 29/06/2026 às 15h02· 3 min de leitura
Zema ataca Jaques Wagner por Credcesta, mas vídeo gera polêmica em Salvador
Foto: Adnilton Farias / VPR / Wikimedia

Em um movimento que agitou o cenário político, o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) publicou nas redes sociais, na noite de domingo, 28, um vídeo direcionado ao ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A gravação, que tinha como objetivo criticar o senador por seu suposto envolvimento no caso Credcesta, acabou por gerar um inusitado incômodo entre os integrantes da Prefeitura de Salvador, que se viram indiretamente arrastados para a controvérsia devido a uma imagem utilizada na peça.

A polêmica surgiu porque Zema incluiu em seu vídeo a imagem de um funcionário da Prefeitura de Salvador ao abordar o cartão de benefício consignado Credcesta. Este serviço, emitido pelo Banco Master, é investigado por práticas abusivas, cobrando altas taxas de juros. Embora o prefeito Bruno Reis (União Brasil) seja um aliado de ACM Neto e, portanto, adversário político do PT na Bahia, sua gestão expressou receio de que a inclusão da imagem gerasse uma associação indevida da prefeitura com o escândalo do Credcesta, conforme informações do portal Metrópoles.

O esquema Credcesta tem raízes na privatização da rede estadual de supermercados Cesta do Povo, ocorrida durante o governo de Rui Costa (PT) na Bahia. O cartão passou a operar com exclusividade para mais de 400 mil servidores públicos baianos, oferecendo empréstimos com desconto direto na folha de pagamento. Contudo, a mecânica de contratação revelou-se um ardil: o desconto inicial correspondia apenas ao valor mínimo da fatura, enquanto o restante da dívida era submetido a juros rotativos abusivos, elevando exponencialmente o custo para o servidor.

A investigação da Polícia Federal (PF) lançou luz sobre o possível envolvimento de Jaques Wagner no caso. Mensagens trocadas entre o senador e Augusto Ferreira Lima, proprietário do Credcesta e ex-sócio de Daniel Vorcaro, foram encontradas pelos investigadores, indicando uma proximidade que agora é objeto de apuração. Este contexto confere um peso significativo às críticas de Zema, que busca associar a figura de Wagner a um esquema financeiro que lesou milhares de servidores.

Este episódio ressalta a complexidade e a interconexão do cenário político brasileiro, onde a busca por exposição e a polarização ideológica podem gerar consequências imprevistas. A tentativa de um pré-candidato em capitalizar sobre um escândalo envolvendo um adversário acaba por respingar em terceiros, evidenciando a necessidade de cautela na produção de material de campanha, especialmente quando imagens de órgãos públicos podem ser interpretadas como uma associação indesejada.

O que está em jogo: A crítica de Zema a Jaques Wagner pelo caso Credcesta e o incômodo gerado na Prefeitura de Salvador destacam as ramificações políticas de escândalos financeiros e a complexidade das alianças e oposições no cenário eleitoral baiano e nacional, com potencial para influenciar a percepção pública dos envolvidos.

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