O número de vítimas fatais do terremoto na Venezuela já atinge 1.450, com a ONU estimando 50 mil desaparecidos e o Brasil enviando equipes de resgate e suprimentos para auxiliar o país.

A Venezuela enfrenta uma das suas maiores tragédias humanitárias recentes, com o número de mortos pelo terremoto que assolou o país na semana passada subindo para 1.450, conforme divulgado pelas autoridades venezuelanas neste domingo. A situação é ainda mais grave diante da estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) de que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas, um número que eleva exponencialmente a dimensão da catástrofe.
Os tremores, que atingiram o país na última quarta-feira, causaram a queda de 189 prédios, conforme confirmado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A destruição se concentra em regiões como La Guaira, onde equipes de resgate enfrentam severas dificuldades logísticas. O Aeroporto Simón Bolívar, crucial para o transporte e a entrada de ajuda, teve seus voos suspensos sem previsão de reabertura, dificultando ainda mais os esforços de socorro.
A agência de migrações da ONU calculou que 6,8 milhões de pessoas foram afetadas pela tragédia, incluindo 2 milhões apenas na capital Caracas. Além dos mortos e desaparecidos, dados divulgados no sábado indicavam mais de 3 mil feridos e cerca de 3.100 desabrigados, mostrando a escala da crise humanitária que se desenrola no país.
Em um gesto de solidariedade, a Força Aérea Brasileira enviou aeronaves com profissionais de resgate, incluindo médicos e cães farejadores, além de equipamentos especializados para trabalhar em destroços. Dois aviões adicionais com mantimentos de sobrevivência também partirão em breve, evidenciando o esforço internacional para minimizar os impactos do desastre. A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, mobilizou 14 mil agentes de segurança de Estado para auxiliar nos trabalhos.
O terremoto expõe as fragilidades de infraestrutura e a capacidade de resposta a desastres em um país já marcado por crises econômicas e sociais. A comunidade internacional acompanha de perto a evolução da situação, e a ajuda humanitária se mostra crucial para mitigar o sofrimento de milhões de venezuelanos.
O que está em jogo: A Venezuela enfrenta um desafio humanitário imenso, onde a recuperação da infraestrutura e o apoio às vítimas dependerão da cooperação internacional e da capacidade do governo de gerenciar a crise em meio a um cenário político complexo.
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