Forte tempestade atinge o Norte gaúcho, deixando rastro de destruição em residências, lavouras e duas vítimas fatais registradas pela Defesa Civil.

A força das intempéries climáticas voltou a colocar em alerta a população do Sul do país. Um severo temporal de granizo registrado entre a madrugada e as primeiras horas desta segunda-feira, 31, provocou danos generalizados no Norte do Rio Grande do Sul. Segundo balanço oficial divulgado pela Defesa Civil estadual, ao menos 48 municípios foram atingidos, resultando em mais de 2,3 mil residências danificadas, além de 70 pessoas desalojadas e 13 desabrigadas. O órgão também contabilizou duas mortes no Estado em decorrência dos episódios de temporais ocorridos desde sexta-feira.
O impacto mais severo concentrou-se na cidade de Ametista do Sul, onde mais de mil imóveis sofreram avarias significativas nos telhados e estruturas devido ao impacto das pedras de gelo. Em Campinas do Sul, o cenário de devastação atingiu mais de 500 residências, obrigando a administração local a cancelar as aulas na rede municipal de ensino para priorizar o atendimento emergencial. Na cidade, equipes de bombeiros voluntários atuam no fornecimento e distribuição de lonas para conter infiltrações e auxiliar os moradores afetados.
Outras cidades da região Norte também enfrentam os prejuízos materiais deixados pela tempestade. Em Três Arroios, cerca de 500 casas foram danificadas, enquanto Viadutos registrou estragos em 150 imóveis. Já no município de Iraí, a tempestade cobriu metade do território municipal, afetando ao menos 70 residências e castigando severamente áreas rurais com prejuízos diretos a lavouras. Danos adicionais também foram reportados em Constantina — que já havia registrado queda de granizo no sábado e somou mais 50 casas atingidas —, Ciríaco (40 imóveis) e Sertão (15 imóveis).
Diante da gravidade da situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu três alertas meteorológicos, destacando-se um aviso de nível vermelho — classificado como de grande perigo —, com vigência até as 23h59. A área de risco crítico compreende as regiões Noroeste e Nordeste do Rio Grande do Sul, nas proximidades da divisa com Santa Catarina. A projeção técnica indica acumulados de chuva superiores a 100 milímetros, rajadas de vento que podem atingir 100 km/h e possibilidade de novas precipitações de granizo ao longo do período.
O que esta em jogo: episódios climáticos extremos impõem desafios contínuos à resiliência de famílias e produtores rurais gaúchos, além de testarem a capacidade de resposta rápida dos órgãos de Defesa Civil e a solidariedade das comunidades locais. Além da imediata necessidade de assistência aos desabrigados e reparação de tetos e infraestruturas urbanas, os impactos no campo afetam diretamente o planejamento das safras, exigindo atenção para os custos de reconstrução material e manutenção da atividade produtiva no interior do Estado.
Com informacoes de revistaoeste.com.