Levantamento mostra disputa acirrada com 46% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro, refletindo forte desaprovação da gestão petista.

Um novo levantamento realizado pelo instituto Nexus e financiado pelo Banco BTG Pactual, divulgado em 24 de agosto de 2026, desenha um quadro de acirrada polarização na corrida presidencial. De acordo com os dados colhidos, em uma simulação de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o petista registra 46% das intenções de voto contra 45% do parlamentar da oposição, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.
O estudo estatístico foi conduzido entre os dias 21 e 23 de agosto, ouvindo 2.006 eleitores com idade a partir de 16 anos em diversas regiões do país. Com nível de confiança de 95% e margem de erro estipulada em dois pontos porcentuais para mais ou para menos, a pesquisa custou R$ 164,8 mil e teve seu registro formalizado junto à Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-09028/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No cenário de primeiro turno testado pelos pesquisadores, a liderança numérica permanece com Lula, que alcançou 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro figura na segunda colocação, somando 37%, enquanto Ronaldo Caiado pontua com 5%. Os números evidenciam a consolidação de dois blocos políticos bem definidos no eleitorado brasileiro, mantendo a disputa em aberto e com reduzido espaço para terceras vias.
A sondagem também mapeou o sentimento do eleitorado em relação à condução do Poder Executivo e a rejeição aos nomes postos. A desaprovação à administração de Lula atingiu 49%, superando numericamente a taxa de aprovação, que ficou em 48%. Na avaliação qualitativa da gestão petista, 43% dos entrevistados classificam o governo como “ruim/péssimo”, enquanto 35% o consideram “bom/ótimo”. Em termos de rejeição individual, 49% afirmam que jamais votariam em Lula, índice muito próximo aos 48% registrados por Flávio Bolsonaro.
O que esta em jogo: A configuração de empate técnico reflete o desgaste da atual gestão e a força do eleitorado conservador e liberal, que segue demandando responsabilidade fiscal, respeito às liberdades individuais e limites à expansão estatal. Em um ambiente de rejeições elevadas e descontentamento com os rumos econômicos e políticos do país, a disputa evidencia que a escolha presidencial exigirá dos candidatos propostas sólidas para recuperar a governabilidade e responder aos anseios de uma sociedade dividida.
Com informacoes de revistaoeste.com.