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Líder do PL na Câmara denuncia “perseguição política” após PF mirar aliados em operação sobre desvio de verbas

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classifica investigação da Polícia Federal, que apura suposto esquema de desvio de recursos com verba parlamentar, como ataque político motivado por sua liderança da oposição.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 23h02· 2 min de leitura
Líder do PL na Câmara denuncia “perseguição política” após PF mirar aliados em operação sobre desvio de verbas
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder de sua bancada na Câmara dos Deputados, veio a público para classificar como “perseguição política” a investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos. A operação, que teve como alvo pessoas ligadas ao parlamentar, levanta questões sobre o uso da cota parlamentar para locação de veículos e a possível movimentação indevida de fundos.

A operação, batizada de Galho Fraco 2 e parte da terceira fase da Operação Rent a Car, foi deflagrada na quarta-feira 1º. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra advogados e indivíduos com vínculos ao deputado, embora Sóstenes Cavalcante não tenha sido alvo direto da ação. A PF suspeita que empresas de locação de veículos tenham simulado contratos de prestação de serviços para, assim, receber recursos da cota parlamentar, com pessoas ligadas aos deputados movimentando os valores desviados.

Em coletiva de imprensa, o líder da oposição negou veementemente qualquer envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, assegurando que todos os contratos de aluguel de veículos de seu gabinete estão em conformidade com as regras da Câmara dos Deputados. Ele argumenta que as investigações têm motivação política e visam desgastar sua imagem e a do Partido Liberal, especialmente após sua ascensão à liderança da maior bancada de oposição.

“Quando se anuncia que eu seria o líder do PL, começa-se um processo de investigação”, declarou Sóstenes Cavalcante. “É uma clara perseguição por eu ser o líder do maior partido de oposição na Câmara.” A afirmação de que a investigação é uma retaliação política adiciona uma camada de tensão ao cenário político atual, colocando em xeque a imparcialidade das apurações em curso.

Até o momento, a Polícia Federal não formalizou denúncias, e não houve decisões judiciais definitivas sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos. A investigação continua, e o deputado expressou confiança de que a apuração final demonstrará a legalidade de suas ações. Este episódio ressalta a importância da transparência na gestão dos recursos públicos e a necessidade de um escrutínio rigoroso para garantir a integridade do sistema, ao mesmo tempo em que levanta discussões sobre os limites e a motivação por trás de grandes operações.

O que está em jogo: A investigação da PF sobre o suposto desvio de verba parlamentar e a reação do líder do PL, Sóstenes Cavalcante, põem em evidência a constante tensão entre fiscalização e política, com potencial para impactar a imagem do parlamento e a dinâmica das relações entre os poderes no Brasil.

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