Presidente da Câmara pede estabilidade no segundo turno enquanto avalia revés político familiar na Paraíba. Confira a análise completa.

Logo após o encerramento da primeira etapa do pleito eleitoral, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizou seus canais oficiais para se manifestar sobre os desdobramentos das urnas. Em tom de pacificação institucional, o parlamentar paraibano declarou que o processo demonstrou a “maturidade e estabilidade” das instituições brasileiras, aproveitando a oportunidade para parabenizar os vitoriosos e fazer um apelo enfático por “civilidade e sem violência” durante a disputa do segundo turno.
Contraste entre vitória pessoal e revés estadual
O posicionamento institucional de Hugo Motta ganha relevância diante do cenário político vivido por seu grupo na Paraíba. Embora tenha garantido com sucesso a sua própria reeleição para a Câmara dos Deputados, o líder do Legislativo federal enfrentou uma expressiva derrota familiar e regional: seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), não conseguiu se eleger na disputa pelas duas cadeiras do estado no Senado Federal, terminando a apuração em terceiro lugar.
Em termos proporcionais, Nabor Wanderley conquistou 20,91% dos votos válidos, ficando numericamente atrás de Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que obteve 22,76%, e do ex-governador João Azevêdo (PSB), que liderou a contagem com 32,50% dos sufrágios. A diferença de menos de dois pontos percentuais em relação à segunda vaga evidencia o quão acirrada foi a corrida para o Senado no reduto paraibano, resultando em um resultado agridoce para a articulação política de Motta.
O equilíbrio de forças no xadrez regional
Por outro lado, o grupo político de Hugo Motta colheu êxito no Executivo estadual. O deputado apoiou a candidatura vitoriosa de Lucas Ribeiro (PP), reeleito diretamente no primeiro turno com 64,34% dos votos válidos, consolidando uma ampla maioria local. A aliança vitoriosa no governo, contudo, dividiu forças na disputa senatorial, onde João Azevêdo — parceiro de coligação — acabou assegurando a vaga que a família Motta também almejava.
Diante do quadro consolidado, o presidente da Câmara reforçou que a Casa manterá suas prerrogativas democráticas inalteradas. Segundo Motta, o parlamento continuará “representando a população, respeitando a Constituição e dialogando por um país melhor”, mantendo a neutralidade do cargo em relação às disputas que ainda seguem indefinidas em diversas cidades e estados pelo país.
O que está em jogo: a capacidade de articulação de Hugo Motta na presidência da Câmara após sofrer um desgaste em sua base familiar na Paraíba, com Nabor Wanderley fora do Senado. Resta observar como essa nova correlação de forças entre Republicanos, PP e PSB influenciará a tramitação de projetos prioritários e a distribuição de lideranças na próxima legislatura em Brasília.
Com informacoes de revistaoeste.com.