Gilmar Mendes elogiou a segurança das urnas eletrônicas após a votação e destacou a vitória de Sergio Moro no Paraná sem contestações.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para fazer uma defesa enfática do sistema eletrônico de votação após as eleições realizadas no domingo (4). Em publicação redigida em inglês na plataforma X, o magistrado celebrou a participação de mais de 125 milhões de cidadãos que compareceram aos locais de votação em todo o país. O decano da Suprema Corte declarou que o pleito demonstrou a “força e a maturidade da nossa democracia”, adotando o mesmo termo empregado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PI).
Segundo a manifestação do ministro, o processo ocorreu sob “máxima integridade” e de maneira pacífica, sem o registro de incidentes que comprometessem a lisura dos trabalhos eleitorais. A declaração ocorre após anos de intensos debates e questionamentos institucionais sobre os mecanismos de fiscalização eleitoral que marcaram os ciclos de 2018 e 2022. Para Gilmar, a estrutura empregada provou novamente sua capacidade ao manter o sigilo do sufrágio e evitar práticas fraudulentas que historicamente afetavam apurações em cédulas físicas no Brasil.
Logística eleitoral e comparação internacional
Para dimensionar o alcance do evento, a operação mobilizou um contingente superior a 560 mil urnas eletrônicas espalhadas por mais de 5.500 municípios brasileiros, cobrindo desde grandes centros até áreas rurais, terras indígenas e comunidades quilombolas. A mobilização de mais de 125 milhões de votantes representa a imensa maioria do eleitorado nacional exercendo a cidadania em um único dia. O ministro também enfatizou a rapidez da totalização dos votos, apontando que poucas horas após o término da votação os dados oficiais já estavam consolidados pela Justiça Eleitoral.
Em sua análise, Gilmar Mendes fez menção ao presidente dos Estados Unidos, que elogiou publicamente a agilidade da contagem brasileira, embora tenha cometido um deslize ao citar erroneamente a Índia em seu comentário inicial. Na visão dos defensores do atual modelo, o desfecho consolida o prestígio da Justiça Eleitoral e dos milhares de mesários que atuaram no pleito, enfraquecendo teses de contestação imediata levantadas por alas céticas do meio político.
Disputas acirradas e o caso do Paraná
Ao abordar a legitimidade dos resultados em disputas polarizadas, o ministro citou diretamente o cenário do Paraná, onde Sergio Moro foi eleito governador no primeiro turno com 50,10% dos votos válidos — uma margem estreita de apenas 0,10 ponto percentual acima do limite necessário para evitar a segunda etapa. Em tom apontado como irônico, Mendes observou que nenhuma liderança política de relevância contestou a apuração no estado, sublinhando que a aceitação do resultado reforça a confiabilidade das urnas utilizadas.
Apesar da celebração institucional da cúpula do Judiciário sobre a eficiência do processo, o texto não detalha eventuais medidas de aprimoramento técnico ou relatórios de auditoria que ainda possam ser entregues pelas entidades fiscalizadoras nos próximos meses. Permanece em aberto se novos projetos de lei sobre o sistema de votação voltarão a tramitar no Congresso Nacional sob a liderança dos novos parlamentares eleitos.
O que está em jogo: A validação célere dos resultados consolida o mandato de eleitos como Sergio Moro no Paraná e fortalece a posição do STF e do TSE na condução das regras eleitorais. Resta acompanhar a posse dos novos governadores e deputados, além de verificar se o Congresso Nacional, sob a presidência de Hugo Motta, manterá a aceitação irrestrita do modelo eletrônico sem propor novas exigências de auditoria externa para os próximos pleitos.
Com informacoes de revistaoeste.com.