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Bolsonaro revela que delegado da PF autorizou manter pistola em casa após apreensão do STF

Ex-presidente Jair Bolsonaro depôs à PCDF sobre uma pistola apreendida, afirmando que um delegado da PF autorizou a permanência da arma em sua residência após uma operação determinada pelo STF.

Por Redação Ponto FixoPublicado 01/07/2026 às 17h06· 2 min de leitura
Bolsonaro revela que delegado da PF autorizou manter pistola em casa após apreensão do STF
Foto: Miguel Discart / Wikimedia

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), onde detalhou a origem e a situação de uma pistola apreendida. Segundo seu relato, um delegado da Polícia Federal (PF) teria autorizado que ele mantivesse o armamento em sua residência, após uma operação de busca e apreensão realizada em julho do ano passado, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro explicou que, durante a referida operação, todas as armas de sua posse foram apreendidas. Contudo, o ex-presidente solicitou ao delegado responsável que permitisse a permanência de ao menos uma pistola em sua casa, alegando a necessidade de proteção para o imóvel, onde reside com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outras duas mulheres. Conforme o depoimento, o delegado teria consultado seus superiores por telefone e, ao retornar, informou que a pistola poderia permanecer.

A PCDF, em relatório enviado ao STF, concluiu que Bolsonaro não cometeu crime e não o indiciou por posse ilegal de arma de fogo. Os investigadores confirmaram que a pistola possuía registro válido junto ao Exército e que não havia impedimentos legais para que o ex-presidente a mantivesse em sua residência. Este desfecho alivia uma possível frente de investigação contra o ex-presidente, que já enfrenta outras apurações.

Entretanto, a arma acabou sendo apreendida meses depois, durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em Taguatinga. Na ocasião, a pistola estava em posse de Estácio Leite da Silva Filho, um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O agente, por sua vez, foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, uma vez que, apesar de possuir porte funcional, transportava uma arma registrada em nome de outra pessoa, o que contraria o Estatuto do Desarmamento.

Bolsonaro esclareceu em seu depoimento que a pistola apresentou uma pane e que, por essa razão, chamou o agente do GSI, que possuía experiência com esse tipo de armamento, para verificar o problema. O ex-presidente, contudo, afirmou que o militar retirou a arma da residência sem sua autorização, e que só tomou conhecimento da remoção e apreensão após ser informado da blitz.

O que está em jogo: Este caso lança luz sobre os protocolos de segurança e a posse de armas por autoridades, além de impactar a imagem de Jair Bolsonaro em meio a outras investigações, embora a PCDF tenha afastado a ilegalidade da posse da arma em sua residência.

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