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Ataque massivo com drones ucranianos atinge São Petersburgo, porto estratégico e base naval russa

A Ucrânia intensifica ataques com drones contra infraestruturas críticas russas, atingindo instalações de petróleo e portos vitais perto de São Petersburgo, em uma escalada que Zelensky reivindica como retaliação e estratégia para minar a economia de guerra russa.

Por Redação Ponto FixoPublicado 04/07/2026 às 21h04· 3 min de leitura
Ataque massivo com drones ucranianos atinge São Petersburgo, porto estratégico e base naval russa
Foto: Port Visotsky/Divulgação

A madrugada do último sábado, 4, foi palco de um extenso ataque com drones ucranianos que teve como alvo a região de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia. A ofensiva atingiu um terminal de petróleo crucial e a área do porto de Vysotsk, localizado a cerca de 170 quilômetros da metrópole no Mar Báltico, conforme relatos da Reuters e autoridades locais.

O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, confirmou um ataque “em larga escala” na cidade, que conta com aproximadamente 6 milhões de habitantes. Apesar da intensidade, não foram registradas vítimas e os danos, segundo Beglov, estavam sob controle. Paralelamente, o governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, informou que as forças russas conseguiram derrubar mais de 70 drones na área, com registros de danos em diversos povoados, embora não tenha detalhado especificamente os impactos no porto de Vysotsk, que é um ponto estratégico para o escoamento de petróleo, grãos, carvão e gás natural liquefeito.

Em uma clara reivindicação da ação, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, utilizou o Telegram para declarar que as forças ucranianas haviam atingido uma infraestrutura portuária de petróleo de grande importância para as receitas de guerra da Rússia. Zelensky foi além, mencionando que o ataque alcançou Kronstadt, uma base naval vital próxima a São Petersburgo, localizada a mais de 850 quilômetros da fronteira ucraniana, demonstrando a capacidade de alcance estendido das operações ucranianas.

Os ataques não se limitaram a São Petersburgo. Outras regiões russas também foram alvo, resultando na morte de uma pessoa em Bryansk e outra na Crimeia, território controlado pela Rússia. Na região de Pskov, mais de 30 drones foram abatidos, causando danos leves e feridos, inclusive em uma fábrica na cidade de Velikiye Luki. Essa onda de ataques reflete uma tática ucraniana de dispersar e pressionar as defesas russas em múltiplas frentes.

Esta ofensiva ocorre apenas dois dias após a Rússia realizar o maior bombardeio contra Kiev desde o início da invasão em fevereiro de 2022, que resultou em ao menos 20 mortos, atingindo edifícios residenciais e danificando um estacionamento de ambulâncias em 2 de julho. Além disso, a região de São Petersburgo já havia sido alvo de um ataque ucraniano semelhante em 3 de junho, quando drones atingiram o terminal de petróleo da cidade e bases militares em Kronstadt, segundo Zelensky. Essa recorrência sugere uma estratégia ucraniana de desorganizar a infraestrutura energética e militar russa, buscando reduzir sua capacidade de financiamento e logística para a guerra.

O que está em jogo: A intensificação dos ataques ucranianos a infraestruturas críticas russas, especialmente portos e terminais de petróleo distantes da fronteira, representa uma escalada na guerra, buscando pressionar economicamente a Rússia e desorganizar sua logística militar, ao mesmo tempo em que a Ucrânia demonstra sua capacidade de retaliação e alcance.

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