A Verde Asset, uma das principais gestoras de recursos do país, estima que o Brasil necessita de um ajuste fiscal de R$ 300 bilhões para estabilizar suas contas públicas, indo além do arcabouço fiscal.

A economia brasileira enfrenta um desafio significativo na estabilização de suas contas públicas, segundo a análise da Verde Asset. A gestora de recursos, apontada pelo jornal Valor Econômico, avalia que o atual arcabouço fiscal, embora importante, não será suficiente para conter a trajetória de crescimento da dívida do governo, estimando a necessidade de um ajuste fiscal da ordem de R$ 300 bilhões.
Representantes da Verde Asset destacam que a principal dificuldade reside na rigidez do Orçamento nacional. As despesas obrigatórias do Brasil crescem de forma automática, atreladas a fatores como inflação, salário mínimo e arrecadação, o que limita consideravelmente a capacidade de o governo realizar ajustes fiscais eficazes.
Para a gestora, o caminho para um reequilíbrio sustentável das contas públicas passa pela desindexação de gastos. Essa medida seria crucial para permitir uma maior flexibilidade na gestão fiscal, desvinculando o aumento automático de certas despesas. A Verde Asset reconhece o papel do arcabouço fiscal ao substituir o teto de gastos e estabelecer novas regras, mas enfatiza que a dinâmica da dívida pública exige ações adicionais.
Sem reformas estruturais, a preocupação da gestora é que o país continue a lidar com juros elevados, o que leva a um aumento do endividamento e a uma redução na capacidade de investimento. O debate fiscal, portanto, precisa ir além do controle das despesas discricionárias e focar nos gastos obrigatórios, que representam a maior parte do Orçamento federal.
O que esta em jogo: A sustentabilidade da dívida pública brasileira e a capacidade de o país atrair investimentos e crescer economicamente dependem de um ajuste fiscal robusto que enfrente a rigidez dos gastos obrigatórios.
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