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Ibovespa atinge 209 mil pontos e dólar vai a R$ 4,98

Mercado financeiro renova recorde histórico e derruba dólar após pesquisas apontarem liderança de Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Lula.

Por Redação Ponto FixoPublicado 09/10/2026 às 13h02· 3 min de leitura
Ibovespa atinge 209 mil pontos e dólar vai a R$ 4,98
Foto: Divulgação

O mercado de capitais brasileiro renovou sua máxima histórica nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, impulsionado pela consolidação de um cenário eleitoral favorável a reformas estruturais e ao controle fiscal. O Ibovespa, principal termômetro da B3, cravou um recorde intradiário inédito de 209.713,22 pontos, enquanto a moeda norte-americana recuou com força, quebrando o piso psicológico e alcançando a cotação de R$ 4,986 no início da tarde. O movimento comprova a primazia das expectativas domésticas sobre os sobressaltos internacionais, uma vez que os investidores locais optaram por desconsiderar o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e possíveis ofensivas militares dos Estados Unidos contra o Irã para precificar uma guinada liberal em Brasília.

Para compreender a dimensão do rali atual, cabe situar a linha do tempo iniciada após a votação de 4 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) liderou com 56,1 milhões de votos (47,03% dos válidos), superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que somou 53,9 milhões (45,16%). O resultado desencadeou um salto imediato de 9,1% no pregão de segunda-feira, dia 5, quando a bolsa atingiu 206,9 mil pontos no fechamento. Após breves ajustes de realização de lucros na terça e na quarta-feira — recuos técnicos naturais para absorver a disparada repentina —, o fluxo comprador retomou a tração com o suporte de novas sondagens de segundo turno, transformando a pontuação da B3 em um marco sem precedentes no país.

Pesquisas ampliam otimismo do mercado

O ânimo dos agentes econômicos encontrou combustível adicional nas pesquisas Datafolha e AtlasIntel/Bloomberg divulgadas nos últimos dias. O levantamento do Datafolha apontou o candidato do PL com 52% das intenções de votos válidos contra 48% do atual mandatário, enquanto a sondagem AtlasIntel indicou uma margem de 52,8% contra 47,2% em favor de Flávio Bolsonaro. Esse distanciamento nas intenções de voto reconfigura a percepção de risco institucional e alimenta a aposta do setor produtivo em um novo modelo econômico pautado na responsabilidade com as contas públicas e na diminuição do peso da máquina estatal sobre quem produz.

Em termos de ganhadores e perdedores na conjuntura imediata, o setor empresarial, os investidores da renda variável e a classe média pagadora de impostos ganham fôlego com a valorização cambial e a perspectiva de desidratação da inflação. Em contrapartida, a gestão petista perde a capacidade de impor sua agenda de expansão de gastos públicos e de interferência na economia, vendo ruir a narrativa de hegemonia eleitoral. Setores que dependem de subsídios estatais ou de um Estado hipertrofiado encaram agora a ameaça real de um enxugamento nos desembolsos federais para acomodar um teto orçamentário efetivo.

Desafios fiscais e incertezas futuras

O que os analistas projetam para o próximo ciclo, caso a vitória de Flávio se confirme a partir de janeiro de 2027, é um plano imediato de corte de despesas para conter a relação dívida pública/PIB, abrindo espaço para cortes na taxa Selic pelo Banco Central. Na pauta prioritária do mercado estão reformas estruturais há muito adiadas, como a reforma administrativa e novas etapas da previdenciária. Por outro lado, o que ainda não se sabe diz respeito à composição ministerial concreta de uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro e ao grau de governabilidade que o futuro Executivo conseguirá construir junto ao Congresso Nacional para aprovar medidas fiscais impopulares.

O que está em jogo: a confirmação nas urnas deste alívio de preços dependerá dos debates e da propaganda do horário eleitoral no segundo turno, determinando se a cotação do dólar abaixo de R$ 5,00 e o Ibovespa acima dos 209 mil pontos se consolidarão como realidade estrutural ou se haverá volatilidade caso a distância entre Flávio Bolsonaro e Lula volte a encurtar até o dia da votação.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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