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Paraguai investiga PCC por mega-assalto a bancos e câmbio em Santa Rita

Ministro do Interior do Paraguai aponta o Primeiro Comando da Capital (PCC) como provável responsável por um audacioso ataque a instituições financeiras em Santa Rita, no Alto Paraná, destacando o uso de explosivos e táticas sofisticadas. A ação ocorre meses após o governo paraguaio classificar a facção como terrorista.

Por Redação Ponto FixoPublicado 17/06/2026 às 13h02· 2 min de leitura
Paraguai investiga PCC por mega-assalto a bancos e câmbio em Santa Rita
Foto: Divulgação

Um mega-assalto a bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, na região do Alto Paraná, ocorrido na madrugada de terça-feira, dia 16, está sendo atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pelas autoridades paraguaias. O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, afirmou à rádio Monumental 1080 AM que a ação criminosa exibe características típicas da facção brasileira, incluindo o uso de explosivos, uma logística sofisticada e operações altamente coordenadas.

Riera indicou que, embora a Polícia Nacional do Paraguai esteja apurando o envolvimento de brasileiros, a confirmação oficial sobre a autoria do ataque ainda não foi divulgada. Testemunhas relataram que parte dos cerca de 20 assaltantes, que agiam encapuzados, comunicava-se em português, o que reforça as suspeitas das autoridades locais sobre a participação do grupo criminoso.

A dinâmica do assalto, conforme noticiado pela imprensa paraguaia, envolveu a explosão de agências bancárias, tentativas de invasão a outros estabelecimentos e a queima de veículos, uma tática comumente usada para obstruir a chegada e a resposta das forças policiais. Este incidente ressalta a preocupação com a atuação de facções criminosas transnacionais na região.

Este ataque acontece poucos meses depois de o governo do Paraguai, sob a gestão do presidente Santiago Peña, ter emitido em 31 de outubro de 2025 um decreto que designou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo o ministro da Defesa, Óscar González, essa medida ampliou a capacidade de atuação das Forças Armadas para combater essas facções, inclusive nas zonas de fronteira com o Brasil, visando proteger a segurança e soberania nacional contra o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

O que está em jogo: A atribuição do mega-assalto ao PCC pelo Paraguai evidencia a crescente ameaça do crime organizado transnacional na região e testa a eficácia da recente legislação paraguaia que classifica essas facções como terroristas, podendo intensificar a cooperação de segurança entre Brasil e Paraguai.

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