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ACM Neto passa Jerônimo e lidera na Bahia, diz Veritá

Pesquisa Veritá aponta ACM Neto na liderança ao governo da Bahia com 51,1% dos votos válidos contra 47,7% de Jerônimo Rodrigues.

Por Redação Ponto FixoPublicado 29/09/2026 às 23h02· 4 min de leitura
ACM Neto passa Jerônimo e lidera na Bahia, diz Veritá
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O cenário político na Bahia registra um movimento de forte polarização que desafia a hegemonia governista no estado. Levantamento realizado pelo Instituto Veritá e divulgado na terça-feira (29) aponta o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) na liderança da corrida pelo Palácio de Ondina, alcançando 51,1% dos votos válidos. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece na segunda colocação, somando 47,7%. A margem estreita de 3,4 pontos percentuais entre os dois principais concorrentes reflete uma divisão expressiva do eleitorado baiano, enquanto os demais postulantes dividem fatias residuais: Ronaldo Mansur (PSOL) registra 0,6%, Aroldo Felix (UP) tem 0,3%, e Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO) marcam 0,1% cada um. No cômputo geral, brancos e nulos somam 1,4%, e indecisos são 0,2%.

A sondagem evidencia recortes geográficos e demográficos determinantes para a composição desse resultado. O avanço de ACM Neto ganha tração substantiva no interior produtivo, sobretudo no Extremo Oeste Baiano, onde atinge 67,3% das intenções de voto válidas — um reflexo direto da força regional do agronegócio e de pautas ligadas ao empreendedorismo —, além de marcar 55,3% no Nordeste Baiano, 54,4% no Centro Norte e 52,4% no Sul do estado. Já Jerônimo Rodrigues sustenta sua principal fortaleza eleitoral na Capital, onde lidera com 58,4%, e no Vale São-Franciscano, com 54,7%. Sob o aspecto religioso, a distância é ainda mais acentuada: o candidato do União Brasil tem a preferência de 65,2% do segmento evangélico contra 32,2% do petista, enquanto o governador mantém a dianteira entre os católicos, anotando 53,8% contra 45,5% do adversário.

Disputa acirrada pelas duas vagas no Senado

Na corrida pelas duas cadeiras do Senado Federal, a pesquisa avaliou a preferência do eleitorado em votos nominais e conjugados. Na primeira opção de escolha, o senador Jaques Wagner (PT) desponta na liderança com 45,1% dos votos válidos, seguido pelo ex-ministro João Roma (PL), que obtém 19,2%, e pelo senador Angelo Coronel (Republicanos), com 18,9%. Rui Costa (PT) registra 12,4% como primeiro voto. Mais atrás figuram Professora Delliana (PSOL), com 2,1%; Carlos Sodré (Mobiliza), com 0,9%; Gregório Gould (UP), com 0,7%; Marcelo Carvalho (Rede), com 0,5%; e Marcelo Millet (PCO) e Marcelo Santtana (DC), ambos com 0,1%. Nessa modalidade, 1,6% indicaram votos brancos ou nulos e 4,3% não souberam responder.

No levantamento referente à segunda opção para o Senado, o ex-governador e ministro Rui Costa assume a dianteira com 38,5% dos válidos, seguido por Angelo Coronel (21%), João Roma (18%) e Jaques Wagner (12,4%). Ao se consolidar a soma das duas menções possíveis, Jaques Wagner acumula 54,1% das preferências, enquanto Rui Costa chega a 47,6%. Angelo Coronel reúne 37,4% e João Roma consolida 34,9% do apoio geral. Regionalmente, João Roma tem seu melhor desempenho no Extremo Oeste Baiano, onde marca 27,3% na primeira opção, além de obter 22,7% no primeiro voto e 24,4% no segundo entre os eleitores evangélicos.

Metodologia e fatores em aberto na disputa

O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 24 de setembro de 2026, entrevistando 2.020 eleitores baianos. A pesquisa foi contratada pelo Sistema de Comunicação Pantanal Ltda./Rede Brasil de Televisão e formalizada junto à Justiça Eleitoral com os registros BA-08502/2026 e BR-02546/2026. O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois primeiros colocados em patamar de disputa direta na margem operacional. Contudo, o cenário ainda preserva incógnitas, pois os números refletem o momento da coleta e não capturam eventuais oscilações provocadas por rearranjos partidários, debates futuros ou o impacto da propaganda eleitoral obrigatória.

O que está em jogo: A dianteira de ACM Neto com 51,1% contra 47,7% de Jerônimo Rodrigues sinaliza um embate direto no pleito de 2026, confrontando o domínio histórico do Partido dos Trabalhadores no Executivo baiano com o avanço da oposição apoiada nos polos do interior e no eleitorado evangélico. Resta acompanhar como a articulação do União Brasil e do PL em torno de candidaturas como a de João Roma no Senado poderá alterar a composição das forças regionais frente à chapa governista de Jaques Wagner e Rui Costa.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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