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Inmet emite alerta vermelho para calor acima de 40 °C

Onda de calor atinge o Brasil com alerta vermelho do Inmet até dia 30. Termômetros passam dos 40 °C no Centro-Oeste e Sudeste.

Por Redação Ponto FixoPublicado 26/09/2026 às 11h03· 3 min de leitura
Inmet emite alerta vermelho para calor acima de 40 °C
Foto: Tânia Rêgo

Uma intensa massa de ar seco e quente deflagrou a primeira onda de calor da primavera no Brasil, elevando os termômetros a marcas extremas que superam os 40 °C em diversas regiões produtivas e urbanas do país. Diante do quadro severo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso meteorológico de nível vermelho com validade até quarta-feira, 30 de setembro. O alerta abrange integralmente os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, além de alcançar áreas estratégicas de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Tecnicamente, a caracterização de uma onda de calor não decorre de um pico isolado de temperatura, mas sim da persistência de marcas máximas pelo menos 5 °C acima da média climatológica regional ao longo de cinco dias consecutivos. As projeções apontam que municípios como Corumbá e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Poconé, em Mato Grosso, enfrentam marcas superiores a 40 °C logo no início do evento. Essa anomalia térmica coloca sob forte pressão a estabilidade hídrica e a rotina de trabalho em polos cruciais do agronegócio nacional.

Impactos regionais e avanço das temperaturas

No domingo, 27 de setembro, o bloqueio atmosférico expande as marcas acima de 40 °C para outras faixas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Piauí — onde a capital Teresina deve atingir 39 °C no sábado e 40 °C no domingo. Em contraste, o Rio Grande do Sul enfrenta instabilidades com chuvas e risco de trovoadas no oeste, centro e sul do estado. Enquanto isso, o Norte registra precipitações no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, evidenciando uma disparidade climática marcante entre as regiões brasileiras.

O cenário impõe perdas imediatas à produtividade ao ar livre e desafia a logística de conservação térmica e o consumo elétrico, penalizando o comércio e a agricultura pelo estresse hídrico e risco de queimadas. Por outro lado, setores de climatização e bebidas tendem a registrar elevação conjuntural na demanda. No entanto, ainda não se sabe qual será o impacto econômico exato dessa estiagem prolongada sobre as primeiras janelas de plantio da safra no Centro-Oeste nem o nível de pressão sobre a matriz energética regional caso o calor persista sem alívio pluviométrico.

Previsão de alívio e frente fria

A reversão gradual deste padrão de bloqueio está prevista para começar na quarta-feira, 30 de setembro, quando uma frente fria deve avançar a partir do Sul do país. Esse sistema frontal iniciará a redução das temperaturas no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. Contudo, os modelos meteorológicos indicam que o calor sufocante ainda poderá resistir em áreas do interior do Sudeste, Goiás, Tocantins e Piauí até que o ar polar consiga romper totalmente a massa seca.

O que está em jogo: a capacidade de resiliência das lavouras do Centro-Oeste e do Sudeste diante do estresse térmico prolongado sob aviso vermelho do Inmet até 30 de setembro. Produtores rurais e distribuidores de energia devem monitorar o avanço da frente fria na quarta-feira para calibrar o manejo de irrigação e a demanda elétrica em cidades como Corumbá, Teresina e no noroeste paulista.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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