Candidato a vice na chapa presidencial, Alfredo Gaspar defende o programa Brasil por Elas com foco em segurança, tecnologia e independência financeira para mulheres.

A composição presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estabeleceu a segurança pública e a autonomia social como eixos centrais para dialogar com o eleitorado feminino na corrida pelo Palácio do Planalto. Escolhido como candidato a vice-presidente, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) tem utilizado sua experiência de mais de duas décadas no Ministério Público e duas gestões à frente da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas para sustentar que a proteção física da mulher precisa estar associada a condições materiais reais de independência e sustentabilidade para a família.
Em declarações detalhando a estratégia, Alfredo Gaspar enfatizou que o avanço sobre esse segmento da população deve se dar por meio de respostas práticas e soluções para o cotidiano. Segundo o parlamentar, a adesão feminina não depende de discursos abstratos, mas da capacidade do poder público em oferecer estabilidade, acesso a creches, oportunidades de trabalho e uma resposta firme e implacável contra os índices de criminalidade e violência doméstica que ainda assolam as cidades brasileiras.
A principal aposta da chapa está estruturada em torno do plano ‘Brasil por Elas’, elaborado para abranger desde a prevenção criminal até o estímulo à emancipação financeira. O projeto propõe o uso de tecnologia de ponta por meio da criação da Central da Mulher, que integrará a ‘ClarIA’ — uma ferramenta de inteligência artificial voltada a agilizar o registro de denúncias, a marcação de exames e o acesso a serviços públicos. A iniciativa contempla ainda a inclusão digital para cidadãs em situação de vulnerabilidade, fornecendo aparelhos celulares e conectividade à internet para garantir acesso imediato às redes de apoio.
De acordo com o candidato a vice, a repressão ao agressor precisa ser acompanhada de mecanismos que impeçam a dependência econômica, fator que frequentemente perpetua ciclos de abuso. Para enfrentar essa barreira, a proposta prevê a capacitação técnica e linhas de crédito direcionadas pela Escola Brasil por Elas, articuladas aos programas Casa Segura — desenhado para assegurar títulos de moradia própria no nome da mulher — e Creche Garantida, liberando as mães para exercerem suas atividades profissionais com tranquilidade.
O que esta em jogo: A consolidação dessa agenda reflete a tentativa da direita conservadora de superar resistências históricas junto ao público feminino, tradicionalmente disputado com intensidade nos pleitos nacionais. Ao integrar a pauta de lei e ordem com liberdade econômica, garantia da propriedade privada e apoio à maternidade, a campanha busca demonstrar que a preservação da integridade da mulher e o fortalecimento do núcleo familiar dependem, fundamentalmente, de um Estado eficiente no combate ao crime e promotor da autonomia individual, afastando-se do assistencialismo passivo.
Com informacoes de revistaoeste.com.