Em vídeo conjunto, Flávio Bolsonaro relembra o impeachment de Dilma Rousseff ao lado de Eduardo Cunha, que declarou apoio à sua candidatura presidencial.

Em uma movimentação que repercute diretamente na reorganização de forças políticas para o pleito nacional, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apareceu ao lado do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG). Em gravação divulgada nas redes sociais em uma quarta-feira, 26, o senador fez questão de ressaltar a relevância histórica do antigo líder do Legislativo no processo que culminou no impeachment da petista Dilma Rousseff em 2016.
Durante a mensagem direcionada ao eleitorado mineiro, Flávio Bolsonaro foi enfático ao avaliar a trajetória de Cunha no comando do Parlamento durante a crise que encerrou o ciclo do PT no Palácio do Planalto. “Meus amigos de Minas Gerais, estou aqui com uma pessoa que tem um papel importante na história do nosso Brasil”, declarou o presidenciável, complementando que o ex-deputado “foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma”.
Em resposta ao gesto, Eduardo Cunha oficializou seu posicionamento favorável à postulação do parlamentar do PL ao Planalto, desconsiderando a postura de neutralidade adotada formalmente pela direção nacional de sua atual legenda partidária. “Estou apoiando Flávio Bolsonaro em Minas Gerais e no Brasil”, assegurou o político, que agora tenta consolidar sua base eleitoral no território mineiro para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A tentativa de regresso de Cunha ao Congresso ocorre após um histórico de disputas jurídicas e reveses eleitorais expressivos. Depois de ter o mandato cassado pelo plenário da Câmara em 2016 sob a acusação de mentir sobre contas no exterior, o ex-deputado pelo Rio de Janeiro buscou votos por São Paulo em 2022 pelo PTB, quando somou 5.044 votos e não conseguiu a eleição. Atualmente, seu registro para a disputa por Minas Gerais enfrenta uma ação de impugnação proposta pelo Ministério Público Eleitoral, fundamentada em uma condenação por improbidade administrativa, pendente de avaliação pelo Tribunal Regional Eleitoral.
O que esta em jogo: A reaproximação pública entre Flávio Bolsonaro e Eduardo Cunha reflete o peso simbólico do impeachment de 2016 nas narrativas da direita brasileira e evidencia as fissuras internas dos partidos de centro-direita. Ao explicitar o apoio mesmo diante da neutralidade do Republicanos, o movimento reforça a busca pela consolidação de palanques estratégicos em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e praça decisiva para a disputa presidencial.
Com informacoes de revistaoeste.com.