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Gleisi Hoffmann recebe R$ 50 mil de Paulo Bernardo e arrecada com advogados ligados ao PT para tentar vaga no Senado

Ex-presidente do PT e ex-ministra declara R$ 400 mil em doações para sua campanha ao Senado pelo Paraná, incluindo repasses do ex-marido e de defensores ligados ao partido.

Por Redação Ponto FixoPublicado 24/08/2026 às 21h02· 2 min de leitura
Gleisi Hoffmann recebe R$ 50 mil de Paulo Bernardo e arrecada com advogados ligados ao PT para tentar vaga no Senado
Foto: Marcelo Camargo

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) iniciou a estruturação financeira de sua campanha ao Senado pelo Paraná contando com aportes diretos de figuras historicamente ligadas às administrações federais petistas. Entre os registros oficiais encaminhados à Justiça Eleitoral, destaca-se uma doação de R$ 50 mil realizada em 17 de agosto por seu ex-marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. O montante integra um volume de receitas privadas declaradas pela parlamentar que já totaliza R$ 400 mil para a disputa.

Gleisi e Paulo Bernardo mantiveram um relacionamento conjugal durante 21 anos, entre 1998 e 2019, período em que ambos exerceram papéis de liderança na cúpula do poder em Brasília. Bernardo esteve à frente do Ministério do Planejamento ao longo do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, posteriormente, comandou o Ministério das Comunicações sob a gestão de Dilma Rousseff. A transferência de recursos evidencia a manutenção dos laços políticos e de cooperação estratégica entre quadros tradicionais da legenda.

A prestação de contas da petista também aponta uma forte mobilização do meio jurídico vinculado ao partido para a composição de seu caixa de campanha. O advogado Luiz Carlos Rocha, notabilizado por sua atuação direta na defesa jurídica de Lula durante o período de encarceramento do líder petista, contribuiu com R$ 100 mil. Adicionalmente, três outros advogados aportaram R$ 50 mil cada: Adriana de França, associada ao escritório de Rocha; Almir Antonio Fabrício de Carvalho; e André Passos, que é filiado formalmente ao Partido dos Trabalhadores.

Para além dos aportes de terceiros, a própria candidata destinou R$ 50 mil de seu patrimônio pessoal para financiar sua corrida eleitoral. Gleisi, que recentemente ocupou a chefia da Secretaria de Relações Institucionais no governo Lula e comandou a presidência nacional da agremiação, deixou o primeiro escalão do Executivo com o objetivo explícito de disputar as eleições de 2026 e retornar ao Senado Federal, onde já exerceu mandato anteriormente.

O que esta em jogo: A movimentação em torno da candidatura de Gleisi no Paraná reflete uma disputa estratégica pelo equilíbrio institucional em Brasília. O Senado Federal cumpre atribuições cruciais de contrapeso constitucional, possuindo prerrogativas exclusivas como a sabatina de indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a análise de eventuais processos de impeachment de ministros da Suprema Corte, além da tramitação de propostas que afetam diretamente as liberdades econômicas e individuais no país. A concentração de esforços petistas para reconquistar cadeiras senatoriais demonstra a relevância atribuída pela esquerda ao controle do Legislativo nos próximos ciclos políticos.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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