Governo norte-americano planeja ações com apoio de seis nações vizinhas enquanto diplomacia brasileira resiste à classificação internacional das facções criminosas.

A decisão dos Estados Unidos de classificar oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas marca uma inflexão drástica na política de segurança e defesa do continente. Diante do crescimento exponencial dessas estruturas, que deixaram de ser meros grupos criminosos locais para operarem como corporações transnacionais do narcotráfico e do crime violento, Washington passou a estruturar planos para operações terrestres conjuntas na América Latina com o objetivo de estrangular as redes logísticas dessas quadrilhas.
A iniciativa norte-americana reúne a cooperação de um bloco significativo de países da região: Colômbia, Equador, Argentina, Paraguai, Chile e El Salvador. Todas essas nações alinharam esforços operacionais e de inteligência com o governo norte-americano para combater a expansão do crime transnacional. Contudo, o Brasil — berço e base operacional primária tanto do PCC quanto do Comando Vermelho — encontra-se completamente à margem dessa aliança regional, recusando-se a integrar a coalizão voltada ao combate das próprias organizações que aterrorizam sua população.
Em vez de assumir a liderança no enfrentamento a essas facções que impõem um regime de medo a cerca de 30% da população brasileira, a diplomacia nacional atuou em sentido contrário. Reportagens e movimentações de bastidores apontam que o regime luloalexandrino realizou intensa pressão e lobby em Washington para tentar barrar a classificação do PCC e do CV como entidades terroristas, demonstrando uma resistência injustificável em tratar facções ultranarcotraficantes com o devido rigor internacional.
As origens dessas organizações revelam uma proximidade histórica com setores da esquerda radical. O Comando Vermelho estruturou suas táticas a partir da convivência com militantes da luta armada no presídio de Ilha Grande, enquanto o PCC incorporou estratégias de guerrilha urbana e métodos de organização transmitidos por elementos estrangeiros, como membros do grupo extremista chileno MIR — envolvidos no histórico sequestro do empresário Abílio Diniz e ligados a fóruns políticos regionais como o Foro de São Paulo.
A recusa de Brasília em cooperar ativamente com parceiros continentais no compartilhamento de inteligência fragiliza a proteção das famílias e a preservação da ordem pública no país. Ao se escudar em discursos protocolares de soberania enquanto cidadãos de bem permanecem reféns do crime organizado, o Estado brasileiro abre mão de defender seu próprio território, permitindo que nações estrangeiras precisem intervir para conter uma ameaça comum.
O que esta em jogo: A postura do governo federal evidencia uma perigosa omissão diante do avanço de facções criminosas que corroem a soberania nacional e a segurança das famílias brasileiras. O isolamento do Brasil frente a parceiros estratégicos expõe a falta de vontade política em erradicar o narcoterrorismo, gerando impactos profundos na estabilidade institucional e na proteção da ordem e do Estado de Direito.
Com informacoes de revistaoeste.com.