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Operação contra lavagem de dinheiro do PCC mira políticos e prende candidato a deputado em São Paulo

Ação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo prendeu Emerson Rocha e cumpriu mandados contra vereadores de Cotia por suposto elo com organização criminosa.

Por Redação Ponto FixoPublicado 20/08/2026 às 11h03· 2 min de leitura
Operação contra lavagem de dinheiro do PCC mira políticos e prende candidato a deputado em São Paulo
Foto: Reprodução

Uma ofensiva conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo resultou na prisão preventiva de Emerson Rocha (Podemos), conhecido pelo apelido de “Neguinho”, candidato a deputado estadual. O político é apontado pelas autoridades como participante de uma engrenagem financeira destinada à lavagem de capitais oriundos do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação policial também revelou que o suspeito já acumulava antecedentes criminais por homicídio.

Batizada de Operação Cátaros, a ofensiva mobilizou um contingente expressivo das forças de segurança estaduais para combater a infiltração do crime organizado na vida pública. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. Além de Emerson Rocha, a ordem de prisão também mirava sua esposa, que se encontra foragida no exterior, evidenciando as ramificações internacionais e as tentativas de fuga das lideranças investigadas.

As apurações das autoridades não se restringiram ao candidato a deputado. O esquema sob escrutínio policial atingiu diretamente o Poder Legislativo municipal da Grande São Paulo, tendo como alvos três parlamentares em exercício na Câmara Municipal de Cotia: Eduardo Nascimento (PSB), Sergio Luiz de Freitas (PSB) e Yago Bezerra Neres (União Brasil). Todos eles figuram como suspeitos de envolvimento nas operações financeiras irregulares sob apuração.

No registro oficial encaminhado à Justiça Eleitoral para a disputa das eleições, Emerson Rocha havia declarado não possuir bens materiais, muito embora se apresentasse profissionalmente como empresário e divulgasse o slogan eleitoral “Gestão com palavra constrói futuro”. O contraste entre as declarações oficiais e as movimentações financeiras atribuídas à rede criminosa foi um dos pontos centrais que chamaram a atenção dos investigadores e motivaram as diligências nas dependências da própria Câmara Municipal de Cotia.

Para executar as medidas judiciais, o aparato de segurança mobilizou 96 policiais militares do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e 80 agentes da Polícia Civil. O raio de atuação da força-tarefa abrangeu mandados cumpridos nas cidades paulistas de Cotia, São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra, estendendo-se também ao litoral catarinense, no município de Balneário Camboriú.

O que esta em jogo: O avanço de organizações criminosas sobre as instituições democráticas e mandatos eletivos representa uma séria ameaça ao Estado de Direito e à segurança da sociedade. A infiltração do crime organizado na política e na máquina pública compromete a legitimidade das instituições, corrompe a integridade da representação popular e exige uma atuação rigorosa, técnica e intransigente das forças de segurança e da Justiça para preservar a soberania e a ordem pública.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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