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Líder do PL na Câmara acusa PF de ‘perseguição política’ em investigação de cotas parlamentares

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classifica investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema de desvio de verba parlamentar como 'perseguição' motivada por sua liderança na oposição.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 21h04· 2 min de leitura
Líder do PL na Câmara acusa PF de 'perseguição política' em investigação de cotas parlamentares
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, classificou como “perseguição” a investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos. A operação, que mira contratos de locação de veículos custeados com verba parlamentar, teve mandados de busca e apreensão cumpridos contra advogados e pessoas ligadas ao parlamentar, embora o próprio Sóstenes não tenha sido alvo direto da ação.

A Operação Galho Fraco 2, deflagrada na última quarta-feira, 1º de maio, é a terceira fase da Operação Rent a Car, iniciada em 2024. A PF investiga a suspeita de que empresas de locação de veículos teriam simulado contratos de prestação de serviços para desviar recursos da cota parlamentar. Segundo as investigações, indivíduos próximos aos deputados estariam movimentando esses recursos desviados.

Em coletiva de imprensa, o líder do PL negou veementemente qualquer envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, assegurando que todos os contratos de aluguel de veículos firmados por seu gabinete estão em conformidade com as normas da Câmara dos Deputados. Sóstenes Cavalcante enfatizou que as investigações teriam motivação política, insinuando uma ligação direta entre o início das apurações e sua ascensão à liderança do maior partido de oposição na Câmara.

“Quando se anuncia que eu seria o líder do PL, começa-se um processo de investigação”, declarou o deputado. Para ele, essa é uma “clara perseguição por eu ser o líder do maior partido de oposição na Câmara”. Essa fala reflete uma preocupação crescente entre parlamentares com o uso de investigações como ferramenta de desgaste político, especialmente em um cenário de polarização intensa.

Até o momento, a Polícia Federal não apresentou denúncia formal, e não houve decisão judicial sobre a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos. A investigação ainda está em curso. Sóstenes Cavalcante afirmou não temer o avanço das apurações, confiando que a legalidade de suas ações será comprovada, e reiterou que o objetivo da investigação seria desgastar sua imagem e a do PL.

O que está em jogo: A investigação da PF e as acusações de perseguição política de um líder da oposição na Câmara podem inflamar o debate sobre o uso da máquina pública para fins políticos, impactando a credibilidade das instituições e o ambiente de polarização no país.

Com informacoes de fonte.

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