Ronickson Pimentel dos Santos, PM da Rota e irmão de Eloá Pimentel, foi baleado em São Caetano do Sul. A investigação aponta para um ataque planejado por meses, com desdobramentos que incluem prisões e um confronto fatal.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, membro das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e irmão da jovem Eloá Pimentel, vítima de um sequestro fatal em 2008, foi baleado em um semáforo em São Caetano do Sul. O ataque, ocorrido no sábado, 27, enquanto o oficial estava de folga, à paisana e pilotava uma moto, chocou a região e acendeu um alerta sobre a criminalidade organizada no estado de São Paulo.
A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), revelou a complexidade e a premeditação do crime. As autoridades descobriram que o ataque foi planejado por pelo menos três meses, com um dos envolvidos monitorando constantemente a rotina e a residência do tenente. Esse nível de planejamento sugere uma estrutura criminosa articulada, que vai além de um simples assalto, levantando questões sobre os reais motivos por trás da tentativa de homicídio.
As forças de segurança já registraram importantes avanços no caso. Dois homens, de 40 e 52 anos, foram detidos no domingo, 28, em Guaianases, sob suspeita de fornecerem apoio logístico à quadrilha. Além disso, a Polícia Civil identificou um dos atiradores na quarta-feira, 1º. Em um confronto com agentes da Rota, um quarto indivíduo morreu em Guaianases após resistir à abordagem e atirar contra os policiais. O carro usado pelos criminosos, um Renault Logan branco, foi localizado nesta terça-feira, 30, em um terreno, indicando a tentativa de ocultar as provas do delito.
A condição de saúde do tenente Pimentel, que permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital em Santo André, é um ponto de atenção. Embora um boletim divulgado nesta quinta-feira, 2, aponte uma evolução positiva, com estabilidade clínica e função renal preservada, ele ainda trata um quadro pulmonar com antibióticos. A expectativa é de que a sedação seja reduzida na próxima semana, um passo crucial para sua recuperação.
A história de Ronickson Pimentel é marcada pela tragédia familiar e pela dedicação à segurança pública. Antes de ingressar na Polícia Militar, em 2009, ele serviu como fuzileiro naval na Marinha, de 2006 a 2009. Desde 2019, integra a Rota, uma das unidades mais emblemáticas da PM paulista, conciliando o trabalho operacional nas ruas com a instrução de tiro. O ataque a um oficial com este perfil, em um momento de folga, ressalta a audácia e a periculosidade dos criminosos.
O que está em jogo: A elucidação completa deste crime é fundamental para restaurar a confiança na segurança pública e demonstrar a capacidade do Estado de combater o crime organizado, especialmente quando ele mira agentes de segurança. A motivação do ataque, ainda sob investigação, será crucial para entender a dinâmica criminal e as possíveis represálias contra as forças policiais.
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