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MPF investiga Globo por acesso irregular a áreas restritas no Galeão em meio a disputa de competências

O Ministério Público Federal apura a entrada de uma equipe da Rede Globo em áreas restritas do Aeroporto do Galeão sem inspeções obrigatórias, reacendendo o debate sobre a segurança e a autoridade de órgãos públicos em terminais alfandegários.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 11h04· 3 min de leitura
MPF investiga Globo por acesso irregular a áreas restritas no Galeão em meio a disputa de competências
Foto: Wilkimedia Commons/Portal da Copa /Governo Federal Brasileiro / Daniel Basil

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a suposta entrada irregular de uma equipe de jornalismo da Rede Globo em áreas restritas do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O incidente, que teria ocorrido em 8 de abril durante gravações sobre a rotina da Receita Federal, levantou questionamentos sobre a segurança dos terminais aeroportuários e a aplicação de protocolos de acesso.

Segundo documentos revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, a equipe da emissora não teria passado pelas inspeções obrigatórias, como a revista de equipamentos e mochilas. Além disso, a Polícia Federal (PF), órgão responsável pela segurança aeroportuária, não foi formalmente comunicada sobre o acesso. A Receita Federal, por sua vez, afirma que as gravações foram autorizadas, com o superintendente Claudiney Cubeiro dos Santos defendendo a legalidade das ações de seus servidores ao MPF. Em contraste, a Rede Globo declarou que sua equipe “cumpriu todos os protocolos dos órgãos competentes para realização da reportagem”.

Este episódio não é isolado e expõe uma antiga disputa de competências entre a Receita Federal e a Polícia Federal. A Receita argumenta que possui autoridade exclusiva sobre o controle de ingresso em áreas alfandegárias. Contudo, a PF sustenta que sua responsabilidade pela segurança abrange todo o aeroporto, incluindo esses espaços. Um atrito similar já havia ocorrido em janeiro, quando a PF proibiu a equipe do reality show “Aeroporto – Área Restrita” de filmar agentes da Receita no mesmo terminal, evidenciando a falta de clareza nas delimitações de poder e protocolo.

A investigação do MPF se estende além da Rede Globo. O órgão também apura o acesso indevido de policiais civis, servidores da própria Receita Federal e agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que teriam entrado em áreas restritas do Galeão sem o credenciamento exigido. Este cenário complexo aponta para uma possível fragilidade nos sistemas de controle e segurança de um dos maiores aeroportos do país, com implicações significativas para a soberania e a segurança nacional.

A clareza sobre as responsabilidades e a fiscalização rigorosa dos protocolos de acesso em aeroportos são fundamentais. A situação no Galeão sublinha a urgência de uma coordenação mais eficaz entre os órgãos de fiscalização e segurança. A garantia de que todos, incluindo a imprensa e servidores públicos, cumpram as normas de segurança é crucial para evitar brechas que possam comprometer a integridade e a segurança das operações aeroportuárias e alfandegárias.

O que está em jogo: A investigação do MPF sobre o acesso irregular ao Aeroporto do Galeão pode redefinir as regras de segurança e a delimitação de competências entre órgãos federais, impactando a fiscalização em terminais e a liberdade de imprensa.

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