Senador Jaques Wagner (PT-BA) vê suas intenções de voto caírem quase 4% e sua rejeição aumentar em nova pesquisa divulgada, intensificando o cenário político na Bahia.

Uma pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira, 1º, pelo Paraná Pesquisas na Bahia, trouxe um panorama desafiador para o senador Jaques Wagner (PT-BA) na corrida por uma das duas vagas ao Senado em 2026. O levantamento aponta uma perda significativa nas intenções de voto do petista e um notável aumento em sua taxa de rejeição, indicando uma mudança no humor do eleitorado baiano.
De acordo com os dados, Wagner, que ocupa a segunda colocação na pesquisa estimulada, teve uma queda de 3,9% nas intenções de voto, passando de 40,6% em maio para 36,7% em julho. O ex-ministro Rui Costa (PT) lidera com folga, registrando 50,6%. A pesquisa permite que cada entrevistado cite até dois candidatos, refletindo a dinâmica de voto para as duas cadeiras disponíveis no Senado.
Mais preocupante para o senador é o crescimento de sua rejeição, que saltou de 26,2% em maio para 30,7% em julho, posicionando-o como o pré-candidato com a maior taxa de reprovação entre os nomes pesquisados. Esse índice supera o de Rui Costa (23,5%), Angelo Coronel (22,3%) e João Roma (20,7%), evidenciando um descontentamento crescente com sua figura política.
O momento delicado de Jaques Wagner coincide com o seu envolvimento na nona fase da Operação Compliance Zero. Menos de duas semanas antes da divulgação da pesquisa, em 18 de junho, a Polícia Federal realizou buscas e apreensões contra o senador, por autorização do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação investiga supostas fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao caso do Banco Master. Wagner nega veementemente as acusações, afirmando que jamais favoreceu a instituição financeira.
Este cenário, que combina a queda nas intenções de voto com o aumento da rejeição e o desdobramento de investigações criminais, coloca o senador em uma posição de maior fragilidade política para as eleições de 2026. A Bahia, um estado com grande peso eleitoral, tem historicamente um eleitorado sensível a questões de integridade e desempenho político, e a movimentação dos próximos meses será crucial para a consolidação ou reversão dessas tendências.
O que está em jogo: A performance eleitoral de Jaques Wagner é um termômetro para a força do PT na Bahia e as implicações de investigações criminais na percepção pública dos políticos, moldando o cenário para as eleições de 2026.
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