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Avenida Paulista em caos: Protesto por fim da escala 6×1 gera cobranças a senadores e ameaça de greve geral

Manifestantes de esquerda bloquearam a Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a escala de trabalho 6x1, exigindo a tramitação de uma PEC no Senado e ameaçando greve geral, enquanto criticavam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e senadores paulistas.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/06/2026 às 21h02· 2 min de leitura
Avenida Paulista em caos: Protesto por fim da escala 6×1 gera cobranças a senadores e ameaça de greve geral
Foto: Anderson Scardoelli/Revista Oeste

A Avenida Paulista, coração financeiro e cultural de São Paulo, foi palco nesta terça-feira de um protesto organizado por movimentos de esquerda que demandam o fim da escala de trabalho 6×1. A manifestação, que reuniu bandeiras de sindicatos como Apeoesp e CUT, além do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), concentrou-se no vão do Masp e progrediu para bloquear trechos da via, causando transtornos significativos no trânsito e desvio de linhas de ônibus.

O foco central da mobilização é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala 6×1, já aprovada na Câmara dos Deputados e atualmente aguardando avanço no Senado. Os manifestantes direcionaram suas críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem acusam de não pautar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A retórica no trio elétrico foi incisiva, com uma participante chegando a chamar Alcolumbre de “safado”, e o grupo ameaçando uma greve geral nacional caso a PEC não seja colocada em discussão.

Além de Alcolumbre, senadores por São Paulo — Alexandre Giordano (MDB), Mara Gabrilli (PSD) e Marcos Pontes (PL) — foram nominalmente cobrados, com a afirmação de que não deveriam ter “um minuto de paz” até a aprovação da proposta. Os cânticos de “Lula, Lula”, em referência ao presidente da República, sublinharam o caráter político da manifestação, que demonstra uma pressão crescente das alas de esquerda sobre o Congresso Nacional para acelerar pautas trabalhistas.

É crucial notar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi eleito para sua posição com o apoio formal do PT e de outros partidos de esquerda, o que torna as cobranças atuais ainda mais emblemáticas. A insatisfação com a morosidade na tramitação da PEC 6×1 revela uma potencial rachadura ou, no mínimo, um descontentamento dentro da base de apoio, forçando os líderes do Congresso a lidar com as demandas de seus aliados, ou enfrentar retaliações como greves e protestos mais contundentes.

Os impactos práticos da manifestação foram imediatos para os cidadãos de São Paulo. O bloqueio parcial e posterior interdição total da Avenida Paulista no sentido da Rua da Consolação forçou motoristas e usuários de transporte público a buscar rotas alternativas, gerando atrasos e inconvenientes. A continuidade do protesto até a Praça Roosevelt, na região da República, indica uma ação coordenada para maximizar a visibilidade e a pressão sobre as autoridades.

O que está em jogo: A discussão sobre a escala 6×1 e a tramitação da PEC no Senado envolve não apenas direitos trabalhistas, mas também a capacidade do Congresso de responder às pressões sociais e políticas, com implicações diretas na economia e na estabilidade política do país.

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