O senador Romário (PL-RJ) comunicou que não receberá salário durante o período em que estiver nos Estados Unidos acompanhando a Copa do Mundo de 2026, comprometendo-se a atuar remotamente e devolver qualquer valor recebido.

O senador Romário (PL-RJ) anunciou, nesta terça-feira, 30, sua intenção de não receber remuneração durante o período em que estiver nos Estados Unidos para acompanhar a Copa do Mundo de 2026. A decisão, já comunicada à presidência do Senado, inclui o compromisso de devolver aos cofres públicos qualquer valor que eventualmente seja pago durante sua ausência física do parlamento.
A iniciativa do parlamentar, que já havia tirado uma licença de 120 dias no fim de 2025, esbarra nos limites regimentais, uma vez que o período corresponde ao máximo de afastamento permitido em um mesmo ano. Por essa razão, Romário optou por não solicitar uma nova licença e afirmou que permanecerá em exercício do mandato, participando de votações de forma remota, utilizando a tecnologia para se conectar ao plenário.
Em pronunciamento por videoconferência, o senador fluminense enfatizou que a tecnologia moderna permite sua participação à distância. Ele destacou que um dos motivos para a decisão de não tirar licença foi seu compromisso em votar favoravelmente à proposta que extingue a escala de trabalho 6×1, matéria ainda sem data definida para votação, mas que ele considera prioritária.
A atitude de Romário recebeu elogios do presidente do Senado em exercício, que classificou a decisão como pessoal e honrosa. A manutenção dos gabinetes em Brasília e no Rio de Janeiro, com funcionamento normal, visa assegurar a continuidade dos trabalhos parlamentares e o atendimento à população, mesmo com a ausência do senador.
A situação de Romário levanta um debate importante sobre a flexibilidade do trabalho parlamentar e o uso da tecnologia para garantir a participação de representantes eleitos, mesmo em viagens. A renúncia ao salário, nesse contexto, pode ser vista como uma tentativa de conciliar o compromisso público com interesses pessoais, ao mesmo tempo em que busca evitar questionamentos sobre a percepção de privilégios.
O que está em jogo: A decisão de Romário reflete um esforço para conciliar compromissos pessoais com o dever parlamentar, utilizando a flexibilidade do trabalho remoto e abordando a questão da remuneração durante afastamentos, em um cenário de crescentes questionamentos sobre a presença e a atuação de políticos.
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