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Ex-prefeito de Delta vira réu por peculato após levar ar-condicionado da prefeitura para casa

Marcos Roberto Estevam, ex-prefeito de Delta, tornou-se réu por peculato e desvio de bem público após ser flagrado com um aparelho de ar-condicionado da prefeitura em sua residência, levantando questões sobre a probidade na gestão pública e as consequências da má conduta.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/06/2026 às 15h02· 2 min de leitura
Ex-prefeito de Delta vira réu por peculato após levar ar-condicionado da prefeitura para casa
Foto: Reprodução/Facebook

Marcos Roberto Estevam, ex-prefeito do município de Delta, no Triângulo Mineiro, foi formalmente denunciado e se tornou réu perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A decisão da 3ª Câmara Criminal aceitou a acusação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por crimes de peculato e desvio de bem público, envolvendo um aparelho de ar-condicionado adquirido com recursos da prefeitura.

A investigação do MPMG apontou que o equipamento, destinado originalmente ao Centro de Cultura de Delta, foi encontrado na residência de Estevam por policiais civis. A descoberta ocorreu durante a Operação Limpidus, deflagrada em dezembro de 2024 para apurar suspeitas de corrupção na administração municipal. O aparelho, ainda lacrado e em sua embalagem original, levantou sérias dúvidas sobre sua finalidade e a conduta do então prefeito.

Detido em flagrante durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, poucos dias antes do término de seu mandato, Estevam tentou justificar a posse do ar-condicionado alegando que o guardava temporariamente para posterior instalação em outro prédio público. Contudo, essa versão foi veementemente contestada pelo Ministério Público, que concluiu não haver qualquer documentação ou demanda que autorizasse a retirada do equipamento da esfera pública e sua guarda na residência particular do prefeito.

A Promotoria enfatizou que “Depoimentos indicaram inexistência de demanda para instalação do aparelho em outros prédios públicos”, desqualificando a justificativa apresentada. Ao aceitar a denúncia, o TJ-MG corroborou que não havia respaldo legal ou lógico para que um bem do município estivesse sob a posse pessoal do chefe do Executivo. Os desembargadores consideraram haver indícios robustos para o prosseguimento da ação penal, enquadrando Estevam no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/1967, que trata de crimes de responsabilidade de prefeitos.

A aceitação da denúncia marca o início de um processo judicial que poderá ter sérias implicações para o ex-prefeito. Em caso de condenação, Marcos Roberto Estevam poderá enfrentar a perda dos direitos políticos e outras sanções previstas na legislação. O caso de Delta ressalta a importância da fiscalização contínua sobre a gestão de recursos públicos e a responsabilização de agentes políticos por atos que comprometam a probidade administrativa e a confiança da população.

O que está em jogo: Este caso destaca a vigilância das instituições contra o uso indevido de bens públicos por agentes políticos, servindo como um alerta para a probidade administrativa e as consequências legais da corrupção, que podem levar à perda de direitos políticos e outras penalidades.

Com informacoes de fonte.

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