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PF desarticula megaesquema de tráfico que usava Correios para enviar drogas de RO a SP

A Polícia Federal deflagrou a Operação Intercepto, desmantelando um esquema que utilizava os serviços dos Correios para distribuir entorpecentes de Rondônia para São Paulo, com indícios de uma rede logística complexa.

Por Redação Ponto FixoPublicado 01/07/2026 às 19h04· 2 min de leitura
PF desarticula megaesquema de tráfico que usava Correios para enviar drogas de RO a SP
Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 1º de maio, a Operação Intercepto, visando desarticular um sofisticado esquema de tráfico de drogas que se valia da infraestrutura dos Correios para a distribuição de entorpecentes. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Vilhena, em Rondônia, e Araçatuba, em São Paulo, evidenciando a abrangência e a organização da rede criminosa.

As investigações tiveram início após uma apreensão crucial da Receita Federal. Agentes localizaram aproximadamente 4 kg de drogas durante uma fiscalização rotineira em uma encomenda suspeita no Centro de Distribuição dos Correios, localizado em Porto Velho, Rondônia. A carga, que havia sido postada em Vilhena, tinha como destino final Araçatuba, no interior paulista, servindo como ponto de partida para aprofundar as investigações sobre o modus operandi do grupo.

Segundo os investigadores, o esquema operava de maneira estruturada, com o objetivo de dificultar a detecção das remessas ilícitas. A estratégia incluía o fracionamento das cargas, uma tática comum utilizada por traficantes para mitigar os riscos de grandes perdas em caso de apreensão. Isso sugere uma tentativa de burlar a fiscalização, transformando o serviço postal, essencial para a sociedade, em um vetor para atividades criminosas.

Além da desarticulação do transporte, a PF está focada em apurar a existência de uma rede de apoio logístico mais ampla. Esta rede seria responsável pela preparação, embalagem e envio das encomendas, indicando que o esquema possuía uma cadeia de comando e execução bem definida. A continuidade das investigações visa mapear toda a extensão da rede criminosa, buscando identificar outros envolvidos e possíveis conexões com organizações em outros estados da federação.

A utilização dos Correios para o tráfico de drogas não é um fenômeno isolado e representa um desafio significativo para as autoridades. A vulnerabilidade do sistema de entregas, pela sua capilaridade e volume de remessas, exige constante aprimoramento dos métodos de fiscalização e cooperação entre diferentes órgãos de segurança para coibir tais práticas. A Operação Intercepto demonstra a persistência das forças de segurança em combater o crime organizado e proteger a integridade dos serviços públicos.

O que está em jogo: A Operação Intercepto ressalta a capacidade do crime organizado de se adaptar e explorar infraestruturas civis, como os Correios, para suas atividades ilícitas, destacando a importância da inteligência e fiscalização contínua para proteger a soberania nacional e a segurança pública.

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