Levantamento do Paraná Pesquisas aponta Renan Calheiros como o mais rejeitado em Alagoas, enquanto Alfredo Gaspar e Artur Lira disputam as primeiras posições ao Senado em um cenário de empate técnico.

A corrida por duas cadeiras no Senado Federal por Alagoas se mostra particularmente acirrada, conforme dados revelados por um recente levantamento do Paraná Pesquisas. A disputa eleitoral, que se desenrola para as eleições de outubro, coloca nomes conhecidos da política alagoana em posições muito próximas, indicando um pleito de alta competitividade e com desdobramentos imprevisíveis.
Os deputados federais Alfredo Gaspar (PL) e Artur Lira (PP), juntamente com o senador Renan Calheiros (MDB), são os protagonistas desse embate. A pesquisa aponta Alfredo Gaspar na liderança, com 40,4% das intenções de voto, seguido de perto por Artur Lira, com 39,8%. Ambos estão em empate técnico, demonstrando a intensidade da disputa pelas vagas disponíveis.
No pelotão de frente, e também em empate técnico com Artur Lira, surge Renan Calheiros, que detém 36,4% das intenções de voto. Este cenário é particularmente relevante, dado o histórico político do senador no estado. A pesquisa também mostra outros pré-candidatos com intenções de voto mais modestas, como Davi Filho (Republicanos) com 22,9%, Dr. Wanderley (MDB) com 11,1%, e Dra. Eudócia (PSDB), mãe do ex-prefeito de Maceió JHC, com 10,8%.
Um dado que chama atenção é o índice de rejeição. Renan Calheiros figura como o pré-candidato com a maior rejeição entre os eleitores alagoanos, alcançando 27,6% das menções. Na sequência de rejeição, aparecem Arthur Lira (17,6%) e Alfredo Gaspar (16,9%). Estes números indicam que, além de conquistar votos, os candidatos precisarão trabalhar para mitigar a resistência de parte do eleitorado.
A pesquisa do Paraná Pesquisas entrevistou 1,4 mil eleitores em Alagoas entre os dias 28 de junho e 1º de julho de 2026. Com uma margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%, o levantamento oferece um panorama detalhado da preferência e do sentimento do eleitorado alagoano em relação aos seus representantes no Senado.
O que está em jogo: As duas vagas em disputa no Senado por Alagoas são cruciais para o equilíbrio de forças políticas no estado e no Congresso Nacional, com o atual cenário de rejeição e empates técnicos podendo levar a uma das eleições mais disputadas da história recente alagoana e impactar alianças futuras.
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