Ameaça Comercial: Tarifas dos EUA Podem Impactar Mais da Metade das Exportações Brasileiras

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Foto: Complexo Industrial Portuário de Suape from B / Wikimedia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com as possíveis novas tarifas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). De acordo com as estimativas da entidade, as medidas tarifárias norte-americanas podem afetar até 54,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado dos EUA, levantando um alerta sobre o futuro do comércio bilateral.

As propostas surgem em meio a alegações do governo dos Estados Unidos de que o Brasil estaria adotando práticas comerciais consideradas desleais. Caso implementadas, as tarifas poderiam elevar as alíquotas para 37,5% em 31,6% dos produtos exportados para os EUA — atualmente, esses itens pagam 10%. Outros 3,6% das exportações seriam submetidos a uma tarifa de 12,5%, contra os atuais 10%. Produtos como ferro-gusa, açúcar de cana, álcool etílico e molduras de madeira de pinho estão entre os mais impactados pela alíquota de 37,5%, enquanto minério de ferro, óleos essenciais de laranja e silício podem enfrentar a sobretaxa de 12,5%.

A CNI, por meio de seu presidente Ricardo Alban, ressalta que essas tarifas ainda não estão em vigor e dependem de um processo de consulta pública e audiências nos EUA antes de qualquer decisão definitiva. No entanto, a eventual adoção dessas medidas pode gerar impactos substanciais nas cadeias produtivas de ambos os países, elevando custos, diminuindo a competitividade das empresas e aumentando a insegurança para investimentos. A situação exige atenção e uma postura firme na defesa dos interesses comerciais do Brasil, buscando o diálogo e a manutenção de relações comerciais justas e equilibradas.

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