Partido Novo formaliza aliança com Flávio Bolsonaro no segundo turno para barrar o PT e buscar freios institucionais contra abusos do STF no Senado.

A corrida eleitoral para a Presidência da República consolidou um movimento decisivo no campo da centro-direita e dos defensores da liberdade econômica. O Partido Novo oficializou nesta quarta-feira, 7, seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno contra o PT, agendado para o dia 25 de outubro. A decisão partidária ocorreu após uma reunião de alinhamento político em Brasília, no quartel-general de campanha do senador liberal-conservador, reunindo os principais expoentes da legenda: o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, o ex-procurador Deltan Dallagnol e o deputado federal Marcel Van Hattem.
Aliança estratégica contra o avanço petista
A manifestação formal do partido dá sequência direta ao movimento iniciado na segunda-feira, 5, quando Romeu Zema, que disputou a Presidência no primeiro turno pelo Novo, gravou um vídeo anunciando voto em Flávio. A postura de Eduardo Ribeiro deixou evidentes as prioridades que unem os quadros: a urgência em evitar a continuidade da hegemonia da esquerda e a necessidade premente de restabelecer o equilíbrio e os freios institucionais perante a Suprema Corte. Ribeiro resumiu a determinação afirmando que o propósito central é “tirar o PT e enfrentar os intocáveis” do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao contextualizar o peso da legenda para o novo ciclo político, os dirigentes colocaram os números do pleito legislativo em perspectiva. O Novo obteve um salto expressivo de representatividade ao eleger três novos senadores, além de formar uma bancada de 10 deputados federais e 15 estaduais. No desenho das forças do Congresso, a conquista de três cadeiras no Senado confere ao partido um poder desproporcional à sua fatia total de votos, especialmente num cenário onde a maioria conservadora busca articular uma nova presidência para a Casa alta. Ribeiro destacou que esse primeiro objetivo — pavimentar uma liderança capaz de conter o arbítrio de ministros do STF — já avançou nas urnas, restando agora a missão executiva de derrotar o petismo.
Bancadas articulam novo equilíbrio de poder
Flávio Bolsonaro acolheu o endosso reforçando a narrativa de pacificação das forças conservadoras e reformistas em prol de uma agenda única de livre mercado, defesa da vida e responsabilidade fiscal. Segundo o candidato do PL, a adesão simboliza uma frente ampla pragmática: “Isso mostra que, de verdade, há unidade. E agora não é mais esquerda contra direita. É de quem quer a mudança contra aqueles que não querem a mudança”. No xadrez eleitoral, o movimento traz ganhos imediatos ao isolar o PT no eleitorado de perfil liberal e produtivo, ao mesmo tempo em que impõe derrotas às alas que tentavam desidratar o voto oposicionista no primeiro turno.
Apesar da coesão no discurso, permanecem lacunas sobre os termos práticos da aliança programática. O anúncio oficial não detalhou se o Novo reivindicou cargos em um futuro governo, quais propostas econômicas específicas de Romeu Zema serão incorporadas ao plano de metas de Flávio, nem como se dará a coordenação de palanque conjunto nas capitais ao longo das próximas semanas que antecedem a votação decisiva de 25 de outubro.
O que está em jogo: A formalização do apoio do Novo transfere a base de Romeu Zema diretamente para Flávio Bolsonaro, consolidando a união da bancada de 10 deputados federais e três senadores recém-eleitos em torno de uma pauta conjunta que prioriza a presidência do Senado e a contenção de decisões do STF até o pleito de 25 de outubro.
Com informacoes de revistaoeste.com.