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Bancários decidem cruzar os braços por 24 horas após rejeitarem proposta salarial em todo o país

Categoria bancária aprova paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira em meio a impasse nas negociações salariais com a Fenaban.

Por Redação Ponto FixoPublicado 20/08/2026 às 00h02· 3 min de leitura
Bancários decidem cruzar os braços por 24 horas após rejeitarem proposta salarial em todo o país
Foto: Reprodução

Trabalhadores do setor bancário em todo o território nacional decidiram aprovar uma paralisação de advertência com duração de 24 horas, marcada para esta quinta-feira, 20. O movimento surge como resposta direta ao impasse nas negociações da campanha salarial de 2026 conduzidas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sinalizando um aumento na tensão entre as entidades representativas dos funcionários e as instituições financeiras.

A principal demanda apresentada pela categoria contempla a reposição da inflação somada a um ganho real de 5% de reajuste nos salários e demais verbas. O rol de exigências também inclui o aumento do piso salarial da categoria, reajustes nos valores pagos a título de vale-refeição e alimentação, bem como uma maior valorização nos repasses da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Em assembleias realizadas para avaliar a contraproposta patronal, a rejeição foi expressiva. No estado de São Paulo, 97,66% dos bancários participantes votaram contra a oferta inicial da Fenaban — que previa a divisão dos reajustes em três faixas e a manutenção dos pisos de entrada atuais —, enquanto 89,34% manifestaram voto favorável à decretação da greve de 24 horas. Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, argumentou que o setor financeiro acumula fôlego financeiro para atender aos pedidos, mencionando lucros que superaram a marca de R$ 124 bilhões no ano de 2025.

Por outro lado, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) destacaram que a pauta sindical foi formalmente recebida em 24 de julho e ressaltaram que o processo de diálogo segue o cronograma previamente estipulado, tendo em vista que a data-base oficial da categoria ocorre em 1º de setembro. As entidades asseguram a continuidade das conversas para buscar convergências antes do prazo final.

Para a população em geral e os clientes que dependem do sistema financeiro, o impacto deve se concentrar prioritariamente no atendimento presencial das agências físicas. Os canais de autoatendimento, como caixas eletrônicos, e as plataformas digitais — incluindo o sistema Pix, transferências eletrônicas e liquidação de pagamentos por aplicativos e sites — manterão o funcionamento habitual. Além disso, a paralisação pontual não altera prazos de vencimento de compromissos ou o recebimento de proventos.

O que esta em jogo: A disputa expõe o tradicional cabo de guerra entre as demandas sindicais por reajustes acima dos índices inflacionários e a governança de custos de um setor vital para o dinamismo econômico do país. Em um cenário de crescente digitalização bancária, no qual o cliente depende cada vez menos do atendimento em guichês, as paralisações funcionam como um termômetro para medir a força de mobilização da categoria frente às transformações estruturais do mercado financeiro e a preservação de acordos coletivos equilibrados.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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