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Alcolumbre e Hugo Motta registram mais de 88% de rejeição em nova pesquisa AtlasIntel

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela altos índices de rejeição entre líderes políticos brasileiros, com Davi Alcolumbre e Hugo Motta liderando as avaliações negativas. Nenhum dos 17 nomes pesquisados atinge saldo positivo entre imagem favorável e desfavorável.

Por Redação Ponto FixoPublicado 03/07/2026 às 09h02· 2 min de leitura
Alcolumbre e Hugo Motta registram mais de 88% de rejeição em nova pesquisa AtlasIntel
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma recente pesquisa realizada pela AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg no âmbito do projeto Latam Pulse, revela um cenário desafiador para a imagem de diversas lideranças políticas brasileiras. Os resultados, divulgados nesta sexta-feira, 3, apontam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (União Brasil-PB), concentram os maiores índices de rejeição entre os nomes avaliados, superando a marca de 88% de imagem negativa.

Davi Alcolumbre registra o pior desempenho, com impressionantes 90% de imagem negativa e apenas 2% de avaliação positiva. Logo em seguida, Hugo Motta e o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) aparecem com 88% de imagem negativa e 3% de avaliação positiva. Este quadro acende um alerta sobre a percepção pública em relação a figuras proeminentes do Congresso Nacional, indicando uma desaprovação generalizada da atuação ou da imagem desses parlamentares.

O levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, que entrevistou 4.999 brasileiros adultos entre 26 e 30 de junho de 2026, com margem de erro de 1 ponto percentual, também destaca que nenhum dos 17 nomes avaliados consegue um saldo positivo entre imagem favorável e desfavorável. Isso demonstra uma tendência de descontentamento generalizado com a classe política, onde mesmo aqueles com maior índice de aprovação ainda enfrentam uma rejeição significativa.

Apesar de liderar o ranking de imagem favorável com 46%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apresenta uma avaliação negativa superior, atingindo 54%. Essa dinâmica se repete entre todos os políticos analisados, evidenciando a polarização e a dificuldade de qualquer figura pública em conquistar uma aprovação majoritária sem enfrentar forte oposição. Nomes como Geraldo Alckmin (45% positivo), Tarcísio de Freitas (44% positivo) e Fernando Haddad (43% positivo) seguem Lula na aprovação, mas também com índices consideráveis de rejeição.

No extremo oposto, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, se destaca por registrar o menor índice de rejeição, com 41%. Ele é seguido por Tarcísio de Freitas, com 48% de imagem negativa, e Geraldo Alckmin, com 50%. A menor rejeição de Barbosa, uma figura sem cargo político eletivo atual, pode indicar uma preferência do eleitorado por perfis menos associados à política partidária tradicional ou a crises recentes.

O que está em jogo: A alta rejeição de líderes do Congresso reflete um desgaste da representação política, gerando um ambiente de desconfiança que pode impactar a governabilidade e a legitimidade das instituições, além de influenciar futuras eleições e a dinâmica das alianças partidárias.

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