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Ex-presidente da Alerj é novamente alvo da PF por suposta rede de proteção ao Comando Vermelho

A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne, que novamente mira Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em investigação sobre vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 09h02· 3 min de leitura
Ex-presidente da Alerj é novamente alvo da PF por suposta rede de proteção ao Comando Vermelho
Foto: Reprodução/Facebook/Rodrigo Bacellar

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 2, a quinta fase da Operação Unha e Carne, que voltou a ter como alvo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. A ação investiga um complexo esquema de vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações policiais que tinham como foco o Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do país. Além de Bacellar, outras 13 pessoas são investigadas, incluindo o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, conforme informações da Rede Globo.

A investigação busca desvendar uma suposta rede de proteção que teria o objetivo de repassar dados confidenciais sobre as operações da PF contra o CV. De acordo com os investigadores, esses vazamentos teriam comprometido de forma significativa as diligências, permitindo a destruição ou a ocultação de provas cruciais e, consequentemente, beneficiando membros da facção criminosa. A recorrência do nome de Bacellar nas fases da operação sugere uma investigação aprofundada sobre sua possível participação e o grau de seu envolvimento na alegada rede.

Bacellar já havia sido alvo nas duas fases anteriores da Operação Unha e Carne. As etapas iniciais da operação ocorreram entre dezembro de 2025 e março deste ano. Na fase inaugural, Bacellar, então no cargo de presidente da Alerj, foi investigado sob a suspeita de compartilhar informações sigilosas da Operação Zargun, que também tinha o Comando Vermelho como alvo. O principal beneficiário, segundo a PF, seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, apontado como articulador político da facção e que foi detido na ocasião.

A segunda fase, ainda em dezembro, buscou identificar a origem dos vazamentos, culminando na prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A PF aponta que o magistrado teria repassado informações sigilosas a Bacellar, que, por sua vez, as transmitiria a TH Joias, sustentando essa conexão com mensagens e registros telefônicos. Em março, na terceira etapa, Bacellar foi novamente preso em sua residência, em Teresópolis, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral e denúncia da Procuradoria-Geral da República. O inquérito passou a ser analisado no contexto da ADPF nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, dada a relevância das investigações para o combate ao crime organizado no estado.

A Operação Unha e Carne, que em sua quarta fase, em maio, já havia expandido o escopo para apurar fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, demonstra a amplitude das ramificações de uma investigação que se aprofunda nos meandros da corrupção e da influência criminosa. A ligação entre figuras políticas de alto escalão e o crime organizado é um tema de preocupação constante, e cada nova fase revela a complexidade e a extensão dos desafios enfrentados pelas forças de segurança e pelo sistema judicial brasileiro na defesa da ordem pública.

O que está em jogo: A continuidade da Operação Unha e Carne e as novas investidas contra figuras como Rodrigo Bacellar reforçam a gravidade da suposta infiltração do crime organizado em esferas de poder, impactando diretamente a segurança pública e a confiança nas instituições, com desdobramentos que podem redefinir o cenário político e jurídico do Rio de Janeiro.

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