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EUA aplicam sanções contra brasileiros por lavagem de dinheiro do PCC, incluindo figura ligada a caso do Corinthians

Os Estados Unidos impuseram sanções a dois brasileiros e quatro empresas por suposta ligação com esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), com um dos alvos já investigado no Brasil por caso envolvendo o Corinthians.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 15h04· 3 min de leitura
EUA aplicam sanções contra brasileiros por lavagem de dinheiro do PCC, incluindo figura ligada a caso do Corinthians
Foto: Luiz Silveira/STF

Em uma ação significativa contra o crime organizado transnacional, os Estados Unidos anunciaram sanções financeiras contra dois brasileiros e quatro empresas, acusados de integrar uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Departamento do Tesouro norte-americano revelou que o grupo teria movimentado milhões de dólares em recursos da facção criminosa através de operações complexas, incluindo o uso de criptomoedas e empresas de fachada.

O principal alvo das sanções é Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelas autoridades dos EUA como o centro da rede responsável por lavar mais de US$ 30 milhões, valor que equivale a R$ 155 milhões. Shimada teria utilizado diversas empresas para ocultar a origem ilícita desses fundos, um método comum em esquemas de lavagem de dinheiro que buscam dar aparência de legalidade a bens obtidos por meios criminosos. Sua secretária, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também foi sancionada por prestar apoio às operações financeiras investigadas e auxiliar na administração das empresas.

Entre as empresas sancionadas estão a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., Victory Trading Intermediações de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., e Wave Construções Inteligentes Ltda., todas sediadas no Brasil. Além destas, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., com sede em Portugal, também foi incluída na lista. As sanções impostas pelos EUA resultam no bloqueio de quaisquer bens e interesses dos envolvidos que estejam sob jurisdição norte-americana, além de proibir cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA de realizar transações com os alvos, a menos que haja autorização governamental específica. Essa medida não só dificulta a movimentação de capital para os sancionados, mas também serve como um alerta para o sistema financeiro global.

A notoriedade de Victor Shimada não se restringe apenas às acusações ligadas ao PCC e às sanções dos EUA. Ele também está implicado em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre supostas irregularidades no contrato de patrocínio entre o Sport Club Corinthians Paulista e a empresa de apostas VaideBet. O inquérito brasileiro apura suspeitas de lavagem de dinheiro e o destino de comissões pagas durante a negociação, com Shimada sendo citado nas apurações por supostamente manter ligação com empresas investigadas no caso. Contudo, é importante ressaltar que ele ainda não foi condenado ou denunciado nesse inquérito no Brasil.

As sanções norte-americanas, que geralmente servem como um forte desincentivo para qualquer relação comercial ou financeira, têm implicações que vão além das fronteiras dos EUA. Bancos e empresas de outros países frequentemente optam por evitar transações com indivíduos e entidades listadas, a fim de mitigar riscos legais e de reputação. Este movimento dos EUA sublinha a crescente preocupação internacional com a capacidade de facções criminosas como o PCC de operar globalmente e infiltrar o sistema financeiro, ressaltando a importância da cooperação internacional no combate a essas redes.

O que está em jogo: As sanções dos EUA contra indivíduos e empresas ligadas ao PCC demonstram a seriedade do combate ao crime organizado transnacional, impactando diretamente a capacidade financeira da facção e reforçando a necessidade de transparência em transações financeiras e patrocínios esportivos.

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