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Líder da oposição vê ‘cortina de fumaça’ em nova fase de operação da PF contra aliados

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) critica a Operação Rent a Car, que mira aliados, e a classifica como tática para desviar o foco de investigações que envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Por Redação Ponto FixoPublicado 01/07/2026 às 21h03· 3 min de leitura
Líder da oposição vê 'cortina de fumaça' em nova fase de operação da PF contra aliados
Foto: Luana Viana/Oeste

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Rent a Car, nomeada Galho Fraco II, que realizou buscas e apreensões no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Os alvos da operação incluem pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da oposição na Câmara, incluindo um advogado. Embora o parlamentar não seja diretamente investigado nesta etapa, a ação gerou forte reação do deputado, que classificou a operação como uma “cortina de fumaça” para ofuscar outras investigações, especificamente as que envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Segundo a PF, esta nova fase aprofunda as apurações sobre um alegado esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, utilizando contratos de locação de veículos. Os investigadores buscam indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Há também suspeitas de que os envolvidos teriam tentado ocultar ou alterar provas, buscando dar uma aparência de legalidade à movimentação financeira ilícita.

Sóstenes Cavalcante, em sua defesa, contestou a novidade dos elementos apresentados pela PF, afirmando que a operação representa “mais do mesmo”. Ele negou veementemente qualquer desvio de recursos da cota parlamentar, reiterando o rigor com que trata a prestação de contas de seu gabinete. O deputado chegou a mencionar que mantém guardados até os comprovantes individuais de abastecimento, como forma de comprovar a legalidade de suas despesas.

O parlamentar também abordou as suspeitas de lavagem de dinheiro que recaem sobre ele, especialmente no que diz respeito ao contrato de locação de um Toyota Corolla, custeado com recursos da cota parlamentar. Para refutar a acusação, Sóstenes apresentou o contrato de locação do veículo, registros de um assalto do qual o carro foi alvo e um boletim de ocorrência referente a um acidente que ele próprio sofreu em Minas Gerais enquanto dirigia o Corolla. Ele argumenta que o uso contínuo do veículo descaracteriza a acusação de lavagem de dinheiro, pois “se estou usando o objeto do contrato, não tenho como lavar esse dinheiro”.

A postura de Sóstenes Cavalcante reflete a tensão política e jurídica em torno das investigações sobre o uso de cotas parlamentares, especialmente em um cenário onde a oposição busca evidenciar o que considera um uso seletivo da máquina pública. A conexão apontada pelo líder da oposição com o caso de Jaques Wagner sugere uma tentativa de enquadrar a operação da PF dentro de um contexto mais amplo de embates políticos, onde cada ação da justiça é escrutinada sob a ótica da conveniência e do timing político.

O que esta em jogo: A operação da PF e a reação de Sóstenes Cavalcante expõem a fragilidade das relações entre política e justiça, levantando questionamentos sobre a transparência do uso de recursos públicos e as motivações por trás das investigações, podendo impactar a credibilidade dos envolvidos e o debate sobre o papel da PF em um contexto de polarização política.

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