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Michelle Bolsonaro mantém pré-candidatura ao Senado, apesar de saída do PL Mulher, revela governadora do DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, confirmou que Michelle Bolsonaro permanece pré-candidata ao Senado, mesmo após sua renúncia à presidência do PL Mulher. A decisão de deixar o cargo partidário foi atribuída aos cuidados com Jair Bolsonaro e não a uma ruptura política.

Por Redação Ponto FixoPublicado 01/07/2026 às 15h04· 2 min de leitura
Michelle Bolsonaro mantém pré-candidatura ao Senado, apesar de saída do PL Mulher, revela governadora do DF
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Apesar de sua recente renúncia à presidência do PL Mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) mantém sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de outubro deste ano. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 1º, pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que enfatizou que a decisão de Michelle de se afastar da liderança do movimento partidário não implica em desistência do projeto político eleitoral.

Celina Leão esclareceu que a saída de Michelle da presidência do PL Mulher foi uma decisão conjunta com seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a governadora, a ex-primeira-dama enfrenta uma rotina desgastante devido aos cuidados com Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e apresenta problemas de saúde. A ausência de autorização judicial para apoio doméstico obrigou Michelle a assumir integralmente as responsabilidades, tornando inviável conciliar as agendas do PL Mulher com suas obrigações pessoais.

O anúncio da renúncia de Michelle ao cargo partidário ocorreu na terça-feira, 30, na sequência de um desentendimento público com o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Palácio do Planalto. O embate foi motivado pela discordância de Michelle em relação à aproximação do PL com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, que tem histórico de oposição a Jair Bolsonaro. Contudo, Celina Leão minimizou o episódio, classificando-o como um “momento de desabafo” e reiterou a união da direita.

A governadora do Distrito Federal relatou que, juntamente com a senadora Damares Alves (Republicanos), fez um apelo para que Michelle permanecesse na política. “Nós, que somos mulheres, não temos direito de desistir. Nós somos poucas, pouquíssimas, e precisamos estar na política mesmo diante de críticas e incompreensões”, declarou Celina. A mensagem foi acolhida pela ex-primeira-dama, que, conforme Celina Leão, “não está desistindo da direita, não está desistindo do marido nem do projeto que o marido abençoou”.

A filiação de Michelle Bolsonaro ao PL e sua pré-candidatura ao Senado são vistas como um movimento estratégico para consolidar a presença feminina no espectro político conservador e garantir a continuidade da influência da família Bolsonaro nas próximas eleições. A decisão de focar na candidatura ao Senado em vez de uma posição de liderança partidária reflete uma prioridade na disputa eleitoral direta, ao mesmo tempo em que permite à ex-primeira-dama gerenciar suas responsabilidades familiares sem comprometer totalmente sua participação política.

O que está em jogo: A manutenção da pré-candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado, apesar das tensões internas no PL e de suas responsabilidades familiares, demonstra a intenção de solidificar a presença da direita nas urnas e a relevância de seu nome para o eleitorado conservador.

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